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Combustíveis
A Petrobras dos golpistas: novo aumento de diesel e gasolina
A culpa é do drone que atacou a Arábia Saudita
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Combustíveis
A Petrobras dos golpistas: novo aumento de diesel e gasolina
A culpa é do drone que atacou a Arábia Saudita
DF: fila em posto que ainda não reajustou o preço. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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DF: fila em posto que ainda não reajustou o preço. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Petrobrás anunciou que irá elevar o preço médio do diesel nas refinarias a partir dessa quinta-feita (19) em 4,2% e o da gasolina em 3,5%. Esse aumento foi anunciado após os ataques feitos com drones às instalações da produtora de petróleo Saudi Aramco nesse final de semana, o que elevou o preço internacional do petróleo.

O presidente capacho dos EUA, Jair Bolsonaro, havia afirmado, nessa segunda-feira (16), que a Petrobrás não iria aumentar de imediato os valores dos combustíveis. Na segunda-feira, em resposta ao ataque, o preço internacional do petróleo teve um pico de 15%, com o Brent (tipo de petróleo cru, referência para o preço médio internacional) atingindo o maior ganho percentual diário em mais de 30 anos. Da sexta-feira (13) até agora, o barril do Brent teve alta de 5,6%, com o barril fechando a 63,60 dólares nesta quarta-feira.

Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), afirma que “aguardar a estabilização dos preços após o evento na Arábia Saudita era necessário”. Ele considera que os ajustes declarados pela Petrobras nessa quarta-feira são um sinal claro de que a empresa está caminhando para estabelecer preços alinhados com o mercado internacional.

Os preços da gasolina e do diesel são estabelecidos pelas cotações internacionais de ambos, adicionando a essas os custos para o transporte dos combustíveis e taxas portuárias. Desde a greve dos caminhoneiros, em maio do ano passado, a Petrobras vem evitando passar as oscilações do mercado externo, influenciadas pelo preço do dólar, para os clientes.

Como já sabemos, a política de Bolsonaro é a de tornar o Brasil uma colônia dos EUA. Não há intenção alguma em fortalecer a Petrobras ou qualquer outra empresa, para reverter seus lucros ao povo brasileiro. O intenção é manter o Brasil servil, como uma colônia extrativista. Esse sempre foi o plano da direita para o Brasil. Na mão dos golpistas, a Petrobras mantém o preço do petróleo atrelado ao valor do dólar, o que não interessa nem um pouco ao povo, que paga cada vez mais caro pelo combustível, muitas vezes produzido com petróleo brasileiro.

Os EUA, junto com os seus fantoches da Arábia Saudita, parecem estar querendo dar início a uma guerra contra o Irã. A tensão se elevou após o ministro de defesa saudita mostrar destroços de mísseis e drones, afirmando serem evidências “inegáveis” de que seriam de origem iraniana. Esse episódio pode muito bem ser o início de uma operação de falsa bandeira, ou seja, um evento criado para tentar incriminar o Irã, uma tática muito usada pelo imperialismo para declarar guerras a nações que não se curvam aos seus interesses.

Lembremos das “armas de destruição em massa” que nunca existiram no Iraque e foram utilizadas como pretexto para invadir o país. Esse ataque com o drone poderia justificar uma reação por parte da Arábia Saudita, ou mesmo dos EUA, que vêm demonizando o Irã há muitos anos. É bom lembrar que, em 20 de Junho desse ano, o Irã derrubou um drone estadunidense que sobrevoava o Estreito de Ormuz.