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Bloco Vermelho conquistou as ruas do Rio de Janeiro

Bruno Covas

A morte de um coveiro dos trabalhadores

Direita tenta pintar ex-prefeito e seu partido, o PSDB, como símbolos da democracia - nada mais longe da realidade

Protesto dos servidores municipais contra reforma da previdência de Bruno Covas – Foto: Sâmia Bomfim/Flickr

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Morreu nesse final de semana o então prefeito de São Paulo, Bruno Covas.

O fato serviu à direita e à burguesia como mais um mote para sua campanha pela reabilitação do “centrão”, isto é, da direita tradicional e golpista.

Manchetes dos principais jornais capitalistas e políticos burgueses saudaram a memória de Covas como um grande democrata, moderado, gestor responsável.

Uma parcela da esquerda foi fisgada por essa propaganda. Em nome da “luta contra o discurso do ódio”, fez frente com a direita na celebração do homem da burguesia em São Paulo.

Não nos iludamos. Covas deixou como legado 29 mil paulistanos mortos e mais de 1 milhão de infectados por COVID-19. Se a cidade de São Paulo fosse um país, estaria entre os 20 com o maior número de vítimas fatais da pandemia em todo o mundo.

São milhares de filhos órfãos e mães viúvas ou que perderam os filhos. São trabalhadores que viram a desgraça abater sobre suas famílias. Essas pessoas não receberam homenagens e muito menos apoio governamental.

Covas deixou uma cidade habitada por um número cada vez maior de moradores de rua. Os dados da própria prefeitura, divulgados no ano passado e conhecidamente manipulados, dão conta da existência de mais de 24 mil pessoas em situação de rua na cidade mais rica e desenvolvida do País.

Covas foi vice-prefeito de João Doria, quando o hoje governador implementou uma das mais ferozes administrações neoliberais da história de São Paulo e do Brasil. O número de moradores de rua cresceu, nesse período até 2020, mais de 60%.

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Covas não só aumentou o número de moradores de rua, com a fome e os despejos, mas também instalou pedras sob viadutos para impedir que tenham um lugar para dormir protegidos da chuva

O desemprego na cidade é maior percentualmente do que em âmbito nacional: 16%. O índice sobe para 35% entre os jovens paulistanos – um terço das pessoas entre 15 e 29 anos encontra-se em situação de “vulnerabilidade social”.

Em seu carta no final da vida, Covas sinalizou as “consequências catastróficas” da pandemia: “vidas interrompidas, famílias em sofrimento, negócios em dificuldade, desemprego, pobreza e, lamentavelmente, a fome.” A imprensa golpista tenta há muito tempo jogar todos esses crimes exclusivamente nas costas do presidente fascista Jair Bolsonaro. Mas Doria e Covas estão no topo da lista dos culpados, juntos com o ex-capitão.

Covas e seu PSDB passaram esse tempo todo tentando se distanciar publicamente da política bolsonarista, fingindo-se de “científicos” e “civilizados”. Basta perguntar aos servidores públicos municipais para saber o que eles pensam da “ciência” e do “civismo” de Covas e seu partido.

Em meio à pandemia, Covas e Doria trabalharam para abrir as escolas – o que as transformaria em verdadeiros campos de extermínio de alunos e professores. Os educadores municipais iniciaram uma greve, que dura até hoje, e denunciam a inflexibilidade da prefeitura e os ataques da administração municipal, cortando o ponto de todos os grevistas. Mais de 300 escolas municipais têm funcionários que aderiram à greve.

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Bruno Covas e do PSDB sempre teve como um dos esportes preferidos reprimir vendedores ambulantes. A polícia, nas mãos do PSDB, tem até mesmo ultrapassado suas função principal de matar e aumenta a cada dia sua letalidade e o número de chacinas. Não à toa os ativistas do movimento popular de São Paulo têm realizado manifestações em apoio às vítimas da chacina no Jacarezinho (RJ).

A direita e sua imprensa estão trabalhando para transformar Covas em um santo ou um mártir. E isso tem um objetivo muito simples: promover o PSDB e sua política neoliberal. É preciso desmascarar essa campanha e mostrar a farsa que é o chamado “centrão” e o quão inimigo dos trabalhadores são os seus partidos e políticos.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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