Crise terminal
O capitalismo agoniza a cada crise, deixando sinais cada vez mais claros do caminho para sua extinção
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Foto: Rafael Matsunaga |

O capitalismo como doutrina econômica guarda em si os mecanismos para sua própria destruição. O desenvolvimento dele tem como características levar a uma brutal concentração de renda, aumento das disparidades sociais, tendência ao monopólio e à realização de guerras imperialistas. O ritmo crescente em que a riqueza precisa ser produzida e acumulada para manter o capitalismo já dá sinais de ser insustentável. A crise atual provocada pela pandemia do coronavírus pode ser o ponto de inflexão que marcará a derrocada final do capitalismo, e a própria burguesia já alerta para isso.

O Banco Central do Brasil estima que o PIB brasileiro cairá 4% em 2020, mas há quem diga, na própria equipe econômica de Bolsonaro, que a queda poderá chegar a 7%. A CEPAL, Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, órgão vinculado à ONU, divulgou relatório recentemente, alertando para uma queda de 5,2% no PIB brasileiro e um drástico aumento da pobreza e extrema pobreza que pode atingir perto de 50% da população (saiba mais aqui).

Dados do setor automobilístico mostram que a produção de carros caiu assombrosos 99,3% em abril, em comparação com igual período do ano passado. O colapso da indústria do turismo é igualmente significativo, o número de voos caiu drasticamente assim como a ocupação da rede hoteleira e demais atividades correlatas como bares, restaurantes, operadoras de turismo, casas de espetáculos, dentre outros. Outros indicativos econômicos sinalizam a gravidade da crise, como a drástica desvalorização da moeda brasileira diante do dólar, cujo câmbio já beira os 6 reais, e a taxa básica de juros que, inclusive, pode se tornar negativa, segundo especialistas.

A cada grande crise pode-se notar os sinais do exaurimento do modelo capitalista. Para sair da grande depressão da década de 1930, os Estados Unidos foram obrigados a remar na direção contrária à correnteza capitalista e aumentaram radicalmente os gastos públicos na tentativa de gerar empregos e salvar o regime. Em 2008 as maracutaias do setor imobiliário dos EUA provocaram mais uma crise de proporções globais e da qual o mundo ainda não se recuperou. A crise atual parece ser ainda mais grave e a própria burguesia dá sinais de está totalmente à deriva, como demonstra a falta de consenso no que diz respeito à sustentação do fracassado governo Bolsonaro.

A crise do coronavírus está longe de acabar. Passada a pandemia, a burguesia tenta buscar restabelecer o funcionamento da atividade econômica e aumentar a exploração dos trabalhadores. No entanto, essa fórmula neoliberal d[a mostras que não tem mais como gerar os mesmos resultados do passado, mostrando que o capitalismo segue agonizando rumo a extinção.

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