A monstruosidade do sistema Judiciário e policial brasileiro

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Todo o processo que resultou na prisão do ex-presidente Lula revelou algo que até passava mais despercebido: a completa desumanidade do sistema penal brasileiro.

Essa monstruosidade começa no poder Judiciário, que condenou o ex-presidente da República a 12 e um mês de prisão em um processo farsa em que praticamente todos os direitos mais elementares da defesa foram atropelados. Lula está preso sem nenhuma prova contra ele, ou seja, sua prisão é resultado de um processo fraudulento. Lula é vítima de Juízes criminosos que adquiriram um poder quase ilimitado no País.

Agora que Lula restá preso, vem à tona outro aspecto desse sistema monstruoso. Lula está nas mãos da polícia e tem sistematicamente pedidos elementares negados. Visitas de amigos e companheiros de partido foram negadas, assim como a visita de uma comissão da Câmara dos Deputados, que deveria inclusive ter o livre acesso à cela, sem precisar da autorização do Judiciário.

O ex-presidente da República por dois mandatos pode até não estar no presídio mais insalubre do País, mas sua situação na Superintendência da Polícia Federal, justamente por se tratar de um ex-presidente da República, revela as masmorras que são as cadeias brasileiras. Ao negar que receba visitas, a Juíza carcereira responsável pelo caso, nega um direito que deveria ser básico, é a violação de um direito elementar de qualquer pessoa.

O tratamento dado a Lula revela o que se passa no Judiciário, na polícia e nas penitenciárias brasileiras. É um sistema feito para triturar o cidadão, uma máquina do Estado para acabar com o povo pobre e pronto a perseguir politicamente os trabalhadores e os inimigos políticos.

Se fizeram isso com Lula, a situação do povo pobre, que sempre foi ruim, tende a piorar ainda mais. Esse é um dos motivos pelos quais a luta contra o golpe e pela liberdade de Lula é essencial e central nesse momento.