Crimes contra os Petroleiros
Enquanto a gestão do General Castelo Branco dá 400% de reajuste a direção da Petrobras, os trabalhadores terão demissões, fim do plano de saúde e redução dos salários
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A única e real saída para os trabalhadores e a da sua mobilização, não acordos com a frente ampla. | Arquivo: DCO

A gestão militar e Bolsonarista da Petrobrás anunciou que está concluindo as negociações para entrega da Rlam (refinaria da Bahia), arrendou as fábricas de fertilizantes do nordeste (BA e SE), colocou à venda usinas de biodiesel junto com a subsidiária PBIO, entregou a preço de sucata três plataformas da Bacia de Campos e está se desfazendo da Gaspetro, com 10 mil km de gasodutos e participação em 22 distribuidoras de gás natural em vários estados do pais.
Ao mesmo tempo avança drasticamente sobre os direitos e salários da categoria. A Gestão do Militar Castelo Branco diz que os Petroleiros e a empresa estão na reta final de negociação, enquanto, na verdade, os bolsonaristas ofereceram 0% de reajuste salarial aos trabalhadores, ao mesmo tempo que diretoria da empresa concedeu a si mesma, reajustes de até 400%, num verdadeiro sarcasmo contra os trabalhadores, mostrando o que na realidade é a boa gestão militar, exploração para os trabalhadores, lucros e dividendos para os amigos.

Para os trabalhadores a empresa não negociou a PLR, querem acabar com autogestão da saúde dos petroleiros, querem colocar a AMS vinculada a uma associação privada para aumentar o custeio dos petroleiros de 30% para 40%, enquanto os valores para a empresa caem de 70% para 60%. Além disso, impõem um reajuste médio de 143% para os beneficiários, que pode chegar a 1.422% em alguns casos, penalizando os menores salários e a maiores faixas de idade, como os aposentados que mais precisam do plano de saúde, e com vencimentos menores que a ativa, podendo ficar totalmente órfãos de um plano de saúde. E vão empurrando com a barriga o acordo coletivo dos trabalhadores com a Petrobras que se encerra em 31 de agosto e se até lá não estiver finalizado os trabalhadores ficam na mão da direção da empresa com a possibilidade de qualquer retirada de direito dos trabalhadores.

Enquanto brutalmente a direção da empresa avança contra os trabalhadores, os companheiros dirigentes da FUP não podem ficar na Mão e na expectativa de que políticas de alianças com setores políticos da esquerda burguesa de algum resultado. Em vários momentos recentes como é o caso a mobilização das torcidas contra o fascismo foi engolida e estrangulada pela política de boa vizinhança com esses setores. A defesa da Petrobras só irá avançar no sentido da mobilização dos petroleiros e dos demais trabalhadores. Alianças, como essa da frente paralamentar, apenas dão um aspecto morno para uma campanha que só terá algum resultado para os petroleiros se for radical, com greves e ocupação das refinarias contra a política pró imperialista do governo Jair Bolsonaro.

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