Está de volta a inflação
A bomba relógio está armada, é uma questão de tempo até a detonação. Até quando a burguesia irá abusar da paciência do povo? É hora de dar um basta a tanta exploração
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Corrida às compras | Foto: revista food magazine

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de setembro como sendo de alta de 0,64%. Que em agosto já havia ocorrido alta de 0,24% e que de setembro de 2019 a setembro de 2020 a alta foi de 3,14%, enquanto que de agosto a agosto último a alta foi de 2,44%. O resultado é o pior para o mês de setembro desde o ano de 2003, quando o índice apurado foi de 0,73%.Esses dados foram publicados no jornal Brasil 247 recentemente.

Notamos que a inflação está com tendência de crescimento mês a mês, 0,24% em agosto, 0,64% em setembro, 2,44% de agosto a agosto e 3,14% de setembro a setembro de 2020. Os principais produtos foram os de alimentação, bebidas e transporte.

Estudos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indicam que a safra agrícola trabalha com previsão de crescimento da produção para 2020. O setor de importação para o setor apresenta previsão de queda nos insumos.

A pandemia gerou confinamento parcial da população e mostrou queda do consumo. Então, como explicar a inflação? O mais provável é que a grande desvalorização do real frente ao dólar foi a causa, porque a maioria dos insumos utilizados na agricultura são importados.

A desvalorização do real é consequência da política, ou melhor, da falta de política do governo Bolsonaro, que além de nada fazer para enfrentar as crises econômica e da saúde, fez apenas transferir 1,2 trilhões aos bancos e grandes empresas, enquanto retirava dos trabalhadores grande soma em benefícios sociais, previdenciários, trabalhistas e redução dos salários. E ainda reduziu os estoques de produtos do governo, cujo objetivo era regular os preços no mercado.

Aumentou a crise social deixando o governo em completa instabilidade, uma bomba relógio pronta a explodir a qualquer tempo. Diante do caos, e taxa de lucros duvidosas, os investidores retiraram seus montantes especulativos, fazendo com que o real se desvalorizasse com a falta de dinheiro no sistema.

E por isso o povo enfrenta a pior inflação nos últimos 17 anos, desde a gestão do FHC (PSDB), governo que deixou o país na mais completa miséria para os trabalhadores, sem empregos, inflação altíssima e privatizações que não resolveram a falta de recursos do Estado, como a agravaram.

Evidentemente não resolveria mesmo, já que naqueles tempos como agora também, o problema central é a dívida pública que através dos juros exorbitantes retiram cerca de 47% da arrecadação do estado, e rouba dos trabalhadores sua renda, já que são eles que pagam a quase totalidade dos impostos. Os ricos não são tributados, nem as grandes fortunas. Cerca de 70% dos impostos arrecadados vem dos trabalhadores com renda de até 5 mil reais.

Diante de um massacre da população trabalhadora, a população está perdendo tudo, e os beneficiados são, como sempre, os mais ricos. A população deve organizar o quanto antes, os conselhos populares nos bairros, nas empresas e escolas. Estabelecer um plano de ação para barrar o avanço da direita, que mesmo durante a pandemia, aumenta sua renda e por isso os trabalhadores e o povo em geral ficam com uma parcela cada vez menor da renda produzida por eles próprios.

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