A intensificação do clima de radicalização e polarização política

tv mulheres e ticao terao novos horarios confira
Trancrito abaixo um importante trecho da “Analise política da semana” desse sábado, 31 de março. Nele, o companheiro Rui Costa Pimenta fala sobre o significado real da expressão “polarização política”: o crescimento dos movimentos revolucionários de esquerda na população. Ele também salienta que ação de extrema de direita, o facismo, é uma reação ao crescimento da consciencia politica revolucionária do povo. Para que a força reacionária não se avolume, é preciso um contra-ataque a altura dos tiros disparados à caravana de Lula.
Asista ao trecho na íntegra:
https://www.youtube.com/watch?v=wNHEa5ZRTMk
“Bom companheiros, o que nós vimos essa semana aqui é um extraordinário agravamento da crise política nacional devido a uma série de fatores. É evidente, como nós já havíamos assinalado, que o assassinato da vereadora Mariellen Franco do Rio de Janeiro havia feito a temperatura política subir de uma maneira relativamente grande na semana anterior. Destacamos também o fato de que há uma tendência ao crescimento da mobilização política, com destaque para a mobilização dos funcionários municipais em São Paulo, o que fez, inclusive, o dória recuar, dado o tamanho da mobilização. E mostramos que, de um modo geral, temperatura estava subindo. Que quer dizer isso? Significa que a polarização política estava se intensificando, e que a esquerda, inclusive com a a mobilização contra a condenação e a prisão do Lula e com essas mobilizações, tava ganhando certo volume na situação política. Há uma instabilidade geral, uma vez que o governo Temer é um governo completamente sem autoridade política, sem apoio nenhum – exceto da própria burguesia, mas sem apoio popular e que a situação econômica é cada vez mais periclitante (apesar da tentativa da imprensa golpista de mostrar a recuperação). O fato é que dada a instabilidade política do país, essa recuperação é uma coisa completamente vazia de conteúdo. Então, isso tudo cria um clima de radicalização, de enorme polarização política.
Essa semana, nós tivemos uma série de acontecimentos que mostram que há uma intensificação dessa polarização política. O primeiro deles, de maior importância, foi o que aconteceu com a a caravana de Lula no sul do país. O setor da extrema direita, apoiado pelo conjunto da burguesia, como podemos ver na imprensa, começaram a atacar a caravana do PT. E isso chegou no extremo com o fato de que as pessoas chegaram a dispararar tiros contra os ônibus da caravana. Isso aumentou muito a polarização política, logicamente, porque faz com que haja uma tendência geral de reação a esse tipo de iniciativa da extrema direita. Mas nós temos que ver, também, que isso ai foi provocado pelo fato de que a situação dos golpistas e da direita é delicada após os últimos acontecimentos.  É uma tentativa, também, da extrema direita e da direita – da burguesia de um conjunto conjunto, dos golpistas, de restabelecer certo equilíbrio na situação política. Por isso eles foram pra cima do PT e, por isso também, apareceram várias personalidades, né, a senadora do PP, que defendeu o ataque a caravana, que disse que ‘tinham de ir pra cima da caravana do Lula com tudo’, o Alckmin, o Dória…
Antes que outras pessoas começassem a se pronunciar mais ativamente nesse sentido a burguesia meio que colocou um freio, porque percebeu que esses comentários entregavam o jogo e contribuiam para aumentar a polarização política. Então, meio que disciplinou os principais representantes da burguesia para eles se acalmarem, para não jogarem gasolina na fogueira. Nós vemos aí que a complexidade da situação, do ponto de vista da direita, nesse momento, ficou retratada de maneira clara quando o Lula fez um ato num dia em Curitiba, enche a praça, faz um ato muito grande, no dia seguinte, o Bolsonaro tenta fazer um ato e não vai absolutamente ninguém. Isso aí mostra a intensificação da polarização. Nós temos que entender, quando a gente fala de polarização política, que a polarização não é uma polarização ‘simétrica’. Quanto mais aumentar a polarização política significa que, mais o ‘pêndulo da situação política’ tede a esquerda. É esse o verdadeiro significado da polarização. Isso aí é o crescimento da mobilização dos setores populares num sentido mais radical, mais revolucionário, contra a direita, contra a burguesia. E que a burguesia responde, logicamente, com ações que partem do próprio poder da burguesia e não sobre a base de um apoio popular real. Isso ficou claro em Curitiba, com todo o ataque da direita, que estimulou a polarização, o ato domingo foi um ato muito grande, participaram outros setores da esquerda e essa coisa toda, e a gente vê que os políticos direitistas tendem a retroceder. Quer dizer, de qualquer maneira isso mostra uma situação politica extremamente instável, do ponto de vista político geral, uma situação verdadeiramente crítica para o regime político. A situação só não é mais crítica porque as lideranças da esquerda não querem assumir a ofensiva nessa polarização e, com isso, eles dão condições para que a direita possa se rearticular e contra-atacar sistematicamente e promover um certo equilíbrio dentro desse quadro de polarização extrema que nós estamos vivendo.”
O consagrado programa “Analise política da semana”, em que Rui Costa traz uma leitura clara e cientifica dos acontecimentos da semana, ocorre todos os sábados as 11h. Você pode vê-lo ao vivo, na COTV, ou presencialmente, na Rua Serrano, 90. Aproveite para tirar todas as suas dúvidas e ter um pouco de informação verdadeira nesse mar de desinformação que é a dominação da mídia burguesa.