Confusão
Debatemos as posições da ex-senadora pelo PCdoB do Amazonas sobre o governo Bolsonaro e a prioridade da esquerda nesse momento.
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BRASÍLIA,DF,14.11.2018:BOLSONARO-REUNIÃO-MAIA - O Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se reúne com o presidente eleito Jair Bolsonaro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde ocorrem as reuniões da equipe de transição, em Brasília (DF), na manhã desta quarta-feira (14). (Foto: Fátima Meira/Futura Press/Folhapress)
Bolsonaro apoiando a candidatura de Maia a presidencia da Câmara. Ernesto Rodrigues/Estadão. |

Nesta quinta-feira, em um artigo publicado no sítio Vermelho do PCdoB, a ex-senadora do Amazonas e atual membro do Comitê Central do PCdoB, Vanessa Grazziotin publicou um artigo com o título ‘Um problema chamado Jair Bolsonaro’.

O artigo faz referência à política contra o isolamento da população e da falta de medidas tomadas por Bolsonaro para combater a crise oriunda da pandemia do vírus Corona, principalmente em relação ao auxílio às comunidades mais necessitadas.

Vários argumentos são apresentados sobre alguns temas, mas vamos nos ater aqui a ideia sobre o que deve ser feito imediatamente e as condições de sobrevivência do governo Bolsonaro. Em determinado momento, o artigo afirma que “o nosso grande desafio hoje: lutar em favor da vida por meio de um pacto nacional. Essa é a nossa prioridade número um”, afirma a ex-senadora. O ‘pacto nacional’ apresentado é a famosa aliança com o chamado centrão, apoiador do golpe e das medidas que estão deixando o país no caos que se encontra, com cortes no Sistema Único de Saúde, da destruição das políticas sociais, aprovação da PEC do teto dos gastos e do congelamento do orçamento por 20 anos, além dos ataques aos trabalhadores e sindicatos.

Esse grande ‘pacto nacional’ não irá dar nenhum resultado para os trabalhadores, porque a direita antes de dar qualquer migalha para a população vai salvar as grandes empresas, monopólios e, principalmente, os bancos. Se aliar com setores que até pouco tempo atrás estavam ao lado de Bolsonaro e apoiam a maioria das suas políticas que estão matando os trabalhadores só terá como resultado mais miséria e mortes.

Já entrando no que seria necessário para mudar essa situação em meio a pandemia vamos citar outro paragrafo sobre a confusão da esquerda pequeno burguesa. Veja abaixo:

A integrante do Comitê Central do PCdoB afirma que “Sobre o futuro de Bolsonaro, depende das próximas iniciativas que ele adotar. Se ele continuar insistindo em andar em um caminho diferente daquilo que anda o mundo inteiro, daquilo que indica a ciência, daquilo que indica as autoridades em saúde pública, ele estará cavando a sua própria cova.”

Ou seja, Vanessa Grazziotin coloca que o futuro de Bolsonaro depende dele mesmo e não da oposição e da esquerda. Está dizendo que o governo Bolsonaro irá cair por ele mesmo, sua derrubada depende das ações de Jair Bolsonaro. Como se nesse pouco mais de um ano de governo já não desse demonstrações suficientes de que deveria ser derrubado. Isso sem contar o golpe em 2016 e a fraude total e completa das eleições em 2018 que levaram Bolsonaro a presidência.

O que foi colocado pela integrante do PCdoB sobre prioridades só vai ser prioridade se a direita, em especial, Bolsonaro for tirado da presidência. Enquanto Bolsonaro estiver na presidência as prioridades colocadas pelo governo não serão as medidas de apoio à população pobre e necessitada.

Bolsonaro é o maior entrave ao combate a crise econômica e de saúde, e a sua saída vai fragilizar ainda mais o bloco golpista e permitir que as políticas de defesa dos trabalhadores seja aplicada e imediatamente colocada em prática e não em migalhas que vai ter tanta burocracia e exigências por parte do governo que a população não vai ter acesso, como o auxilio de R$ 600,00. E esse exemplo está em prática com a questão do Bolsa Família, auxílio desemprego, aposentadorias e outras medidas que a direita está colocando para que a população não tenha acesso e o governo economize para dar aos bancos e a burguesia.

A única saída é o fora Bolsonaro pela mãos dos trabalhadores e suas organizações, e não pela burguesia ou por ele mesmo.

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