7 de setembro
o processo de independência é um acontecimento muito mal compreendido pela esquerda e manipulado pela direita
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bandeira brasil
Bandeira do Brasil | Arquivo: reprodução

O processo de independência do Brasil, assim como praticamente todos os grandes acontecimentos e personagens históricos são intencionalmente deturpados, manipulados, quando não simplesmente esquecidos, apagados na história oficial. No programa Roda Viva da TV Cultura, realizado na última segunda-feira (7), a historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz abordou , entre outros momentos temas da História do Brasil, sobre questões relativas sobre a  independência do Brasil, em 1822.

Na época da ditadura militar, através dos livros didáticos e disciplinas como Educação Moral e Cívica (EMC) e Organização dos Problemas Brasileiros (OPB) a história era completamente deturpada, escondendo a participação popular dos acontecimentos. A tônica era defender a “ordem” e o caráter “heroico” dos personagens e dos acontecimentos. As datas comemorativas eram usadas como uma forma de doutrinação para justificar a dominação política sobre o povo.

No Brasil recente, uma das formas de imposição de uma nova colonização é a constante depreciação dos acontecimentos e personagens históricos. Assim, estabelece-se uma formatação inversa da época da exaltação promovida pelos militares, se antes tudo era “lindo e maravilhoso”, agora “nada presta e tudo é ridículo’. Por sua vez, a esquerda apresenta uma adaptação essa campanha,

Existe uma propaganda da burguesia para esconder que a história do Brasil é produto da luta de classes, sendo que uma esquerda bem pensante acaba seguindo esta ideia. Os pesquisadores e intelectuais de esquerda, sobretudo nos últimos anos, procuram apresentar analises “criticas” que muitas vezes revelam um grau elevado de incompreensão da nossa história. Essa versão procura apresentar que todos acontecimentos são produtos de “grandes farsas”, montadas pelas “elites”. Assim,

A conhecida “síndrome do vira-lata” presente na visão depreciativa do próprio país, da nossa história e até mesmo de expressões culturais como a música e o futebol é cada vez mais a norma das “análises críticas”. Se para o nacionalista extremado o que é do seu país é sempre melhor, para esta visão “ critica”, os brasileiros são apresentados sempre como inferiores. No início do século XX era a esta a visão dominante da intelectualidade que acreditava que o problema do Brasil era o próprio Brasil, e seu povo.

Para Lilia Schwarcz, autores de uma intensa pesquisa sobre o Brasil, tendo publicado recentemente livros Lima Barreto e sobre o “ Autoritarismo brasileiro”, o processo de independência não teve participação popular, e que o foi criado foi um Estado e não uma nação.

“Já na época se dizia que a independência criou um Estado, mas não criou a nação. Isso porque, naquele momento, não existia exatamente o Brasil. O Brasil era uma referência as províncias portuguesas na América do Sul. A tentativa do processo foi criar uma historia europeia, masculina, claro, uma história colonial e imperial, como se isso fosse um destino” afirmou a antropóloga ( https://cultura.uol.com.br)

Questionada no programa se não houve nenhuma participação, Schwarcz afirma que :

“Acho que esse é um processo dividido, uma história mal contada. Seria preciso contar essa história por outros lados, nossa independência parece um processo sem povo, ou seja, sem reação.”

A questão do controle do processo pelas classes dominantes é marcante no processo da independência, entretanto, a critica como é feita acaba por também esconder que a Independência no Brasil foi resultado incompleto, e que a participação popular foi minimizada ou completamente escamoteada.

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