OMS “bobinha” não sabe porque
A segunda onda de contágio de covid-19 chega logo após a retomada das aulas presenciais.
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Monitor Covid-19: Novos casos diário. | Fiocruz

Relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que o fechamento das escolas acarretará uma perda de até 1,5% do PIB mundial até o fim este século. Não por acaso, cresce em em todo o mundo a pressão pela retomada das aulas presenciais. A Espanha apresentou recentemente um roteiro com medidas para tornar o retorno seguro, no entanto, poucas semanas após o inicio da retomada das aulas presenciais uma nova nova onda de contágio é registrada em toda a Europa, ensejando novas medidas restritivas.

Esta semana, retornarão às aulas presenciais 8,2 milhões de alunos pré universitários na Espanha. Para tranquilizar estudantes, pais e professores foi divulgado um protocolo com diretrizes de medidas higiênicas e sanitárias aprovadas pelos ministérios da Educação e da Saúde e acordadas entre o Governo central e as comunidades autônomas.

Estas diretrizes pretendem tornar seguro a volta às aulas. Para o trajeto até a escola as autoridades aconselham que os alunos se dirijam à pé ou de bicicleta e quando o transporte coletivo for imprescindível, o uso de máscaras é obrigatório e os lugares marcados individualmente durante todo o ano. O acesso às escolas se dará por diversos locais ou escalonados no tempo evitando aglomerações. Todos terão a temperatura averiguada na entrada. A circulação interna também será controlada em intervalos para evitar aglomerações. Haverá uma rotina de lavagem de mãos 5 vezes ao dias e álcool em gel será disponibilizado nas salas de aula. Estas são apenas algumas das medidas, o protocolo é extenso e prevê medidas para alunos menores, maiores, professores, atividades extra classe como páteo e muito mais.

Paralelamente à retomada das aulas, um repentino aumento dos casos de contaminação por covid-19 ensejou vários governos europeus a voltarem a impor restrições ao funcionamento de bares e restaurantes. Na Espanha, a contaminação média diária chegou a cair para menos de 200 casos, experimentou na última semana um aumento na média de contágio para mais de 10.000 casos diários.

Além de Espanha, vários países europeus vêm o número de infectados aumentar após o início da retomada das aulas presenciais. Na França a média voltou a crescer para de 10 mil casos diários. Na Alemanha, foram 2 mil casos diários, o maior desde o final de abril. Em Portugal, 770 infecções em um dia, a maior em cinco meses.

A OMS não ligou os pontos e aponta que “misteriosamente” vem ocorrendo um aumento de casos. Na verdade a Europa toda se vê em meio a uma explosão de novos contágios que só pode ser explicado pelo relaxamento das medidas que restringiam a circulação de pessoas, dentre elas especialmente a volta às aulas que coloca próximas milhões de alunos e profissionais de toda uma cadeia econômica correlata à educação.

Devemos lembrar que no Brasil as aulas foram suspensas em março quando a média de novos casos diários não chegava a 100, agora os governadores “científicos”, elogiados pela imprensa burguesa e até mesmo por setores confusos da esquerda, estão reabrindo as escolas quando a média de novos casos supera a casa dos milhares, mesmo em números sabidamente manipulados pelos militares da saúde. O leitor pode comprovar estes dados diretamente no painel mantido pela Fiocruz.

A imprensa burguesa vem manipulando o noticiário para esconder a pandemia de covid-19 e chamando para uma reabertura total da economia, um desejo premente dos bancos, coração do sistema capitalista, que pode conviver com a mortes de milhões de pessoas, seja pelas guerras que provoca ou por pandemias como a do coronavírus, mas que jamais aceitará passivamente a redução de seus lucros, o oxigênio de todo o sistema.

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