Bom é o estrangeiro
Toda campanha da imprensa capitalista em favor da politica em relação aos técnicos estrangeiros é a tática de desqualificar para dominar.
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Dois pesos e duas medidas. E se o técnico fosse brasileiro? | Foto: Reprodução / O Dia

Umas das características do futebol brasileiro e a rotatividade dos técnicos. No Flamengo, por exemplo, temos casos como PC Gusmão (2004) ficou apenas 19 dias no cargo de técnico do clube, Silas (2010) por 35 dias e Cuca, campeão brasileiro e campeão da libertadores, treinador do time por 75 dias.

O atual treinador rubro-negro, o catalão Domènec Torrent, tem como maior triunfo em seu currículo ter sido auxiliar técnico de Pep Guardiola. Domènec é o técnico do atual campeão brasileiro e da América pelo fato de ser estrangeiro. Vai ter pressão para a sua saída? Especialmente por ter interrompido uma série longa de vitorias e conquistas.

O Diário Causa Operária, contrário à campanha realizada pela imprensa burguesa em favor dos treinadores estrangeiros, usou como argumento que o time do Flamengo tem um elenco constituído de ótimos jogadores, que seriam o principal motivo para o sucesso do time. Diante do desempenho pífio apresentado pela equipe nas duas últimas partidas pelo Campeonato Brasileiro, os argumentos da imprensa burguesa é de culpar o elenco pelo performance do time.

No mundo real, nada está acima da luta classes e sendo o futebol o esporte mais popular do mundo, que gera muito dinheiro e toda uma indústria com alcance global, naturalmente é visto pelos capitalistas como mercadoria e oportunidade de lucro, por isso a vigorosa disputa pelo controle do futebol por parte de grandes capitalistas. Nesse sentido, a campanha do “técnico bom é o técnico estrangeiro”,  na verdade é uma estratégia de desqualificar os treinadores nacionais para dominar o futebol brasileiro e que cumpre um papel político. Com  as devidas contextualizações, é o que feito, por exemplo, em relação às torcidas organizadas, uma grande e intensa campanha de marginalização para desmoralizar estas organizações que se tornaram uma força de resistência popular contra a política da burguesia de controle do futebol.

Um dos argumentos usados em defesa dos técnicos estrangeiros são melhores que os técnicos brasileiros, curiosamente, é de que se trata de uma posição xenófoba, o que é absolutamente falso. A defesa dos treinadores nacionais contra os ataques da burguesia se deve à necessidade de opor a orientação política que está por trás da campanha direitista, de desqualificar para enfraquecer e dominar, padrão que pode ser observado na  tentativa sistemática de depreciar craques brasileiros como  Pelé, Neymar e outros, de reprovar o estilo de futebol jogado no Brasil e exaltar o estilo europeu. Essa é a tática de dominação geral que se verifica em outros campos onde os interesses imperialistas se manifestam.

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