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Fora Bolsonaro e Lula Livre
A importância da II Conferência Nacional Aberta
Impulsionar uma grande campanha nacional em torno da Conferência é a tarefa dos movimentos de luta contra o golpe
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Fora Bolsonaro e Lula Livre
A importância da II Conferência Nacional Aberta
Impulsionar uma grande campanha nacional em torno da Conferência é a tarefa dos movimentos de luta contra o golpe
I Conferência de Luta contra o golpe ocorrida em julho/2018 Foto arquivo DCO
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I Conferência de Luta contra o golpe ocorrida em julho/2018 Foto arquivo DCO

Uma das  principais resoluções aprovadas na plenária que reuniu mais de 100 comitês, movimentos sociais e da juventude de todo o País no último dia 27 em Curitiba foi a realização em dezembro próximo, a II Conferência Nacional Aberta dos Comitês de luta contra o golpe, pela liberdade de Lula e contra o fascismo.

A Conferência que ocorrerá em São Paulo (capital) nos dias 14 e 15 de dezembro será de fundamental importância como instrumento impulsionador da mobilização nacional em torno da liberdade de Lula e pelo Fora Bolsonaro, duas palavras de ordem que se fundem e representam a luta direta para por abaixo o golpe de Estado no Brasil.

Além dessas duas palavras de ordem centrais aprovadas plenária do dia 27 de outubro, outros temas foram discutidos, aprovados e devem ser aprofundados na Conferência, pois se tratam de desdobramentos naturais da luta contra o golpe e a destruição do País patrocinada pelo imperialismo e pelos golpistas de todas as matizes, como a questão de reivindicar da Frente Brasil Popular a convocação do Congresso do Povo; a redução da jornada de trabalho para 35 h semanais, contra o desemprego; a luta contra as privatizações das empresas estatais; a luta contra a militarização das escolas; a luta contra o Future-se e a destruição do ensino público; a luta pela dissolução da PM assassina; a luta para por abaixo os governos fascistas contra o povo negro, as mulheres e os LGBTs; a greve geral, a luta por eleições gerais, com Lula candidato à presidente; e por uma assembleia constituinte livre, soberana e popular.

Desde já, o trabalho de mobilização para construir uma grande conferência será a tarefa central do Partido da Causa Operária e dos comitês impulsionados pelo PCO. Os atos ocorridos em Curitiba em 14 de setembro e agora no dia 27 apontam uma evolução crescente à esquerda que deve ser impulsionada por um grande trabalho de agitação até a data de realização do evento.

As explosões sociais que têm varrido a América Latina e outras regiões do mundo e a própria condição de “fervura” presente na situação brasileira, apontam que é uma questão de tempo para que o País também seja varrido por grandes protestos. Por outro lado, a reação dos governos fascistas e reacionários, como no Chile e no Equador, mostra que a direita e a extrema-direita não vão se curvar com facilidade. É por isso que quanto mais consciente, quanto mais preparados estiverem os movimentos que lutam contra o golpe no Brasil, maior será a capacidade de apontar uma via verdadeiramente progressista do ponto de vista dos interesses das massas exploradas.

Um aspecto central da campanha de mobilização que o PCO e os comitês vêm desenvolvendo em todo o País e que  foi testado pela evolução do movimento pela liberdade de Lula reside na realização de mutirões todos os finais de semana e às quartas-feiras nas universidades. Portanto, o que se coloca até a realização da conferência é a ampliação desse movimento tanto de um ponto de vista quantitativo como qualitativo. Aumentar o número de cidades e regiões, como feiras, bairros, locais de trabalho, escolas e  universidades, ampliar o número de participantes, tirar  centenas de milhares de cartazes e panfletos, enfim, construir uma verdadeira atividade militante de agitação nas ruas.

Um outro aspecto vinculado aos mutirões é o necessário funcionamento regular dos comitês, com a realização de reuniões, para preparar a intervenção nas ruas, fazer campanha financeira para sustentar as atividades, inclusive as caravanas que se deslocarão para São Paulo.

A hora de colocar todas as energias militante em ação. Nada de tergiversar. A luta de classes, as grandes mobilizações populares se avizinham no País, não vão esperar que a esquerda se prepare. Os lutadores têm a obrigação de se antecipar aos fatos. Quanto mais consciente estiver o movimento maiores serão as perspectivas de vitória. A luta pela liberdade de Lula e pelo Fora Bolsonaro serão, sem dúvida, os elementos centrais catalisadores na próxima etapa política.