Antidemocrática
As instituições religiosas expuseram seu reacionarismo com declarações absurdas sobre o caso além de estarem na linha de frente dos ataques ao hospital que realizou o aborto
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
aborto-interna
Grupo reacionário antiaborto na frente do hospital onde foi realizado aborto de menina estuprada | Foto: Bruna Costa

Desde que se tornou público o caso da garota de 10 anos de idade estuprada que engravidou e foi submetida a um procedimento de aborto amparado por lei e com autorização judicial, abriu-se um debate sobre o assunto, chamando atenção principalmente a posição totalmente ofensiva da extrema-direita. Foi neste contexto que representantes das atrasadas instituições religiosas expuseram todo o seu reacionarismo com declarações absurdas sobre o caso e indo além das declarações estiveram na linha de frente nos ataques ao hospital que realizou o aborto.

Foram inúmeras as declarações reacionárias dentro da direita, em especial na extrema-direita religiosa, defendendo os interesses não só da igreja mas também da burguesia contra o direito da mulher ao aborto, para isto foi utilizado um tom especialmente agressivo contra a menina que foi submetida ao aborto e contra profissionais que o realizaram.

O Arcebispo de Olinda e Recife onde o procedimento de aborto foi realizado, afirmou: “Este ato, mesmo com autorização judicial, não deve ser feito por uma pessoa de fé ou até incrédula consciente, por uma questão de respeito à Lei de Deus ou simplesmente por princípio ético, baseado no valor inviolável da vida”. Isto após grupos religiosos comandados pelas igrejas católicas e evangélicas terem comandando um ataque ao hospital onde o aborto foi realizado, onde tentaram invadir o prédio e agredir médicos, além de proferir ofensas à garota estuprada.

Outro membro da igreja católica, o padre Ramiro José Perotto do MT, foi mais adiante e proferiu comentários de cunho ainda mais ofensivos, retrógrados e repugnantes: “Aposto, minha cara. Ela compactuou com tudo e agora é menina inocente. Gosta de dar então assuma as consequências”, “6 anos, por 4 anos e não disse nada. Claro que tava gostando. Por favor kkkk, gosta de dar, então assuma as consequências”.

As posições da igreja diante dos acontecimentos, que não só se colocou contra a interrupção da gravidez por motivos desprovidos que qualquer critério real, se baseando no “respeito à lei de Deus” com o argumento medíocre da inviolabilidade da vida aplicado apenas ao feto e jamais à gestante, mostrando como é uma instituição extremamente retrógrada; mais que isso assumiu um caráter antidemocrático, agressivo e tirânico afirmando que uma criança gostou de ser estuprada e tentando obrigá-la a manter a gravidez mesmo quando a lei burguesa autoriza o aborto.

Fica evidente, embora se tente esconder, que a igreja é uma inimiga das mulheres e um obstáculo na luta pela conquista de seus direitos fundamentais. A igreja que é contra o direito da mulher de abortar é a mesma que ensina e defende a submissão da mulher ao lar e à família; desta forma o único intuito da igreja é preservar os interesses da própria burguesia, ou seja, que as mulheres sendo obrigadas a ter filhos se mantenham inevitavelmente presas ao lar e à família e com isso sobretudo se vejam impedidas de participar ativamente da luta contra a burguesia que a oprime.

 

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas