Fora Bolsonaro
Os comitês de luta contra o golpe são uma chave para a mobilização contra os golpistas.
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Faixa pelo "Fora Bolsonaro". Foto: Diário Causa Operária |

Nos dias 14 e 15 de dezembro, militantes e ativistas de todo o País estiveram reunidos na 2ª Conferência Nacional Aberta dos Comitês de Luta, que aconteceu na cidade de São Paulo. O evento, que sucedeu a 1ª Conferência Nacional de Luta Contra o Golpe, ocorrida em julho de 2018, aprovou, por unanimidade, a luta pela derrubada imediata do governo Bolsonaro.

A conferência foi realizada no fim do primeiro ano do governo Bolsonaro, ao mesmo tempo em que a América Latina se encontra convulsionada e a burguesia prepara a mais dura repressão contra os trabalhadores de todo o continente. Ocorre também, no mesmo instante, uma série de capitulações vergonhosas por parte das direções da esquerda latino-americana, que abandonou o povo boliviano à própria sorte na luta contra os golpistas e está promovendo o roubo da aposentadoria nos estados.

Para cumprir as tarefas deliberadas pela conferência, que são as tarefas necessárias para levar adiante uma política de enfrentamento contra a direita golpista e fascista, é necessário organizar a rebelião já existente. É necessário, portanto, organizar todos os que se encontram revoltados com a política neoliberal em comitês de luta contra o golpe – comitês que reúnam os companheiros de bairro, de fábrica, de categoria ou até mesmo de time de futebol para lutar contra a direita.

A realização da conferência, indo na contramão da orientação das direções da esquerda nacional, que está procurando um acordo com o regime político, é a demonstração de como a luta deve ser travada: é preciso abandonar quaisquer ilusões com partidos golpistas ou alianças com a direita – apenas a mobilização dos próprios trabalhadores é capaz de fazer a luta avançar.

Em toda cidade, todo bairro, em qualquer lugar que reúna pessoas, a palavra de ordem de criar comitês de luta contra o golpe se coloca não só como algo viável, mas como uma demanda urgente. É preciso ampliar o número de comitês País afora, fortalecer os que já existem e organizar a luta contra os parasitas mundiais. Ao trabalho, companheiros! À luta pela derrubada do regime golpista em toda a América Latina!

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