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PSL lança candidatura deJair Bolsonaro a presidente  à presidência da República.Foto Fernando Frazão/Agência Brasil
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As urnas colocaram Bolsonaro em primeiro lugar no segundo turno. Mas não foram só elas. Melhor dizendo, o que apareceu nas urnas foi o produto de um processo viciado, fraudulento e manipulado.

A fraude está evidente na exclusão de Lula do processo eleitoral e nos resultados da própria eleição, com favoritos empurrados para o quarto lugar, como ocorreu com Dilma Rousseff, na corrida por uma vaga no Senado, em Minas Gerais.

O balanço dos eleitos no Congresso Nacional mostrou uma guinada para a direita, com o PSDB perdendo 25 cadeiras (caindo de 54 para 29 deputados) e o PSL de Jair Bolsonaro formando a segunda maior bancada, saindo do nada, com 52 eleitos.

O resultado nos três grandes estados (SP, RJ e MG) mostra uma luta intensa entre a direita semi-bolsonarista com uma direita estilo PSDB.

Em São Paulo, Dória, que já é 50% bolsonarista, enfrentará o vice de Alckmin, e atual governador, Márcio França (PSB). No Rio, DEM vs. PSC e em Minas Gerais, o PSDB enfrenta o Partido Novo.

Um setor da burguesia nacional pode estar representando a divisão da burguesia diante do imperialismo.

DEM, PSDB e MDB racharam internamente e se reagruparam em torno de Bolsonaro. Parece ter acontecido que um setor da burguesia, não é possível ainda identificar claramente quem são, deu uma guinada para o Bolsonaro (não necessariamente para a direita).

A burguesia se dividiu. O imperialismo, sem o apoio de uma burguesia média, da maioria da classe dominante, não conseguiu fazer com que um candidato de centro se colocasse na disputa, nem mesmo com a fraude, porque a eleição é muito dominada pelo aparato estatal local.

O apoio a Bolsonaro é uma reação da burguesia ao golpe. A burguesia está indo à falência.

É evidente que, pela composição da sua base de apoio, Bolsonaro está com o baixo clero da burguesia. Só que o baixo clero é maioria e é controlado pelo alto clero.

O bloco de direita era controlado pelo PSDB e Bolsonaro estava aí no momento do impeachment.

A direita que se unificou para dar o golpe rachou.

O que temos aqui é uma crise da burguesia. Embora ela esteja levar adiante seu propósito (derrotar o PT) é com a rebelião dos sócios minoritários contra os majoritários. Colocaram uma situação dentro de uma determinada relação de forças que lhes permitiu dominar o panorama.

Bolsonaro cresceu dentro do bloco golpista, não no povo. Agora a direita tem que se unificar em torno de Bolsonaro. A burguesia está disposta a deixar Bolsonaro vencer.

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