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Análise
A guinada econômica e a crise interna no governo
Ausente, Guedes abandona estado de negação lentamente
bolsonaro
Análise
A guinada econômica e a crise interna no governo
Ausente, Guedes abandona estado de negação lentamente
foto: letreiro de Fora Bolsonaro – reprodução do arquivo DCO
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foto: letreiro de Fora Bolsonaro – reprodução do arquivo DCO

Uma morte anunciada, o neoliberalismo morreu. Joseph Stiglitz, economista vencedor do prêmio Nobel da Economia e antigo conselheiro de Bill Clinton quando presidente dos EUA, avançou que o consenso ao redor do pensamento econômico neoliberal chegou ao fim.

Stiglitz argumentou que o neoliberalismo, a escola de pensamento econômico dominante no Ocidente nos últimos 30 anos, está chegando ao fim.

Um monstro de vida longa. Desde finais dos anos 1980 e do Consenso de Washington que o neoliberalismo –essencialmente a ideia de que o comércio livre, mercados abertos, privatizações, desregulamentações, redução de gastos governamentais e aumento do papel do setor privado são as melhores formas de impulsionar o crescimento – dominou o pensamento das maiores economias do mundo e de organizações internacionais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.

No Brasil, as incertezas ainda permanecem e dificultam o ambiente de negociações entre o Ministério da Economia e o Congresso. Numa conferência com empresários nesta sexta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reclamou da falta de previsibilidade oferecida pelo governo: “Se tiver um pacote e o governo apontar quanto vai gastar do Produto Interno Bruto (PIB) para organizar no curto prazo, aí começamos a pensar em um segundo momento, para além de 60 dias, como retomar obras, e reativar a economia”, afirmou Maia, num recado endereçado principalmente a Guedes. “Se não organizar, vamos continuar batendo cabeça.”

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Não a como reanimar o morto, o neoliberalismo de Guedes não pulsa mais e, o ministro parece ensaiar uma correção de rumos, mas seus ajustes de comportamento nessa crise são muito mais lentos do que o avanço do vírus e seus efeitos econômicos.

Guedes não dá novos rumos, dá cambalhotas e, a economia muda a cada duas semanas. Ou seja, há 15 dias atrás disse que seriam necessários apenas cinco bilhões de reais para “aniquilar o coronavírus”. Agora, ele prevê uma conta de R$ 700 bilhões em três meses.

Em dois dias, o governo anunciou algumas das medidas econômicas mais emblemáticas da reação aos efeitos do coronavírus: avalizou o aumento para R$ 600 do auxílio emergencial (Guedes havia proposto R$ 200,00) pago a trabalhadores informais e abriu crédito de R$ 40 bilhões para pequenas e médias empresas. Nos dois casos, Guedes foi praticamente um personagem secundário.

O ministro submergiu no momento em que o governo emitiu mensagens desastradas e sinais controversos sobre a linha de ataque aos efeitos da pandemia.

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No evento em que o fascista Jair Bolsonaro, ameaçado pelos gritos de Fora Bolsonaro que estremecem o país desde o início do ano, como farsante que é, enquanto quer colocar os trabalhadores no olho do furacão da pandemia do covid 19, podendo, centenas de milhares serem mortos em consequência do contágio fez demagogia de que dará uma linha de crédito bilionária para financiar folhas de salários e preservar empregos, na verdade ele realmente está disponibilizando uma fortuna de 1.3 trilhões mas é para os patrões, enquanto dá uma esmola para os trabalhadores autônomos.

A CUT, sindicatos e partidos de esquerda deveriam aproveitar a mais completa bancarrota do governo de golpistas e pôr abaixo essa ruína.

 



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