A guerra imperialista na Síria foi o tema da Análise Internacional de ontem, veja como foi

Alemanha

Nessa sexta-feira, no programa semana “Análise Internacional” da COTV, o companheiro Rui Costa fez uma exposição completa para o entendimento da guerra imperialista contra a Síria e sua relação com o golpe de estado no Brasil.

Primeiramente, é preciso entender o significado central da guerra: a Síria, com apoio da Rússia, derrotou as milícias imperialista em seu território. Isso significa um enfraquecimento no imperialismo como um todo (não só no Oriente Médio, como no restante do globo). Essa situação, somada a forte crise dos paises centrais do imperialismo, leva a uma necessidade de resposta desesperada das nações historicamente dominadoras a fim de manter seguro seu dominio politico-economico mundial.

Aí entra a demagogica “guerra contra armas químicas”.

Demagógica, porque, apesar de esse tipo de arma ter, de fato, uma potencial de destruição não-seletivo (mata indiscriminadamente, civis e militares), está presente no arsenal bélico dos próprios países que a combatem. Dessa forma, é claro que o motivo não é humanitário, mas geopolítico: as armas quimicas são relativamente baratas (acessiveis para os países pobres) e muito poderosas numa guerra. Fazer campanha contra seu uso é, pois, uma forma imperialista de garantir que suas subcolônias tenham ainda menos meios de defesa em favor de sua soberania nacional.

Aí, também, entra a demagógica “guerra contra a corrupção”.

Essa, tradicional nos paises da América Latina, são a isca para a implantação de golpes de estado imperialistas e formação de governos autoritários que respondem a pauta das nações dominadoras – olha, como ocorre no Brasil hoje! No Brasil, e no restante da América do Sul, onde os estados de cunho nacionalista foram golpeados (ou sofrem forte pressão, como no caso na Venezuela) estão sendo implantados governos arbitrários e de política economica entreguista.

Todas essas investidas são frágeis, contudo. A crise dos países imperialistas faz-se clara por motivos bem marcantes: primeiro, a tomada de atitudes de dominação cada vez mais discaradas, como o estabelecimento de golpes e a ameaça de guerra com pouquíssima estruturação estratégica – pouca base de apoio, pouca justificação eficaz para as populações. O que produz o segundo motivo marcante do desespero do imperialismo – a fragilidade de suas investidas. No Brasil, o golpe está sendo fortemente abalado pela mobilização popular, indicando que sua base de apoio social foi muito mal contruída. Na Síria, também, além da vitória sobre as milicias imperialistas, o fortalecimento da coalizão Xiita anti-imperialista – com possibilidade de associação até a grupos sunitas (para combate ao inimigo maior – o imperilismo), a fragilização dos governos do norte da África e o forte apoio russo (já deslocando tropas para solo sírio); indicam que o imperialismo está em maus lençóis.

Outros fatores importantes de crise imperialista: países centrais em crise (crise da União Européia, e paises como Reino Unido, Itália e França). Tensão, com ameaça de conflito bélico, entra potências no extremo oriente (Japão e EUA contra China). Tensão aberta de Rússia e nações ocidentais como Reino Unido e EUA (marcados pelo conflito na Síria, a tentativa de boicote a copa na Russia pelas declarações desmoralizantes do Reino Unido, dentre outros).

Tudo isso desenha um quadro geral que possibilita, sim, a ocorrência de uma terceira guerra mundial. As alianças estão se formando. E há a possibilidade de que o conflito Russia-EUA na Síria escale pelo globo.