A greve geral deve colocar como eixo principal a derrubada de Bolsonaro

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As manifestações do último dia 15 de maio deixaram claro o repúdio popular ao governo golpista e ilegítimo de Bolsonaro. Muito mais do que a luta contra os cortes na educação, as mobilizações expressaram claramente a luta política das massas populares contra os golpistas. Isso não é novo, vem se desenvolvendo desde a crise política aberta com o golpe de estado, que derrubou o governo petista em 2016.

Diante das gigantescas mobilizações, o governo golpista e fraudulento de Bolsonaro ficou praticamente liquidado. As sucessivas disputas internas dentro do bloco golpista, o fato do governo está perdendo o apoio de seus próprios aliados, demonstram a profundidade da crise política de Bolsonaro e dos golpistas. Por isso, a tendência é o aumento das manifestações contra o regime golpista, particularmente contra Bolsonaro.

É necessário impulsionar ainda mais esta tendência de luta contra Bolsonaro e o golpe de estado, já expressa no carnaval, e agora de maneira mais generalizada nas manifestações do último dia 15. No próximo dia 30 de maio, as organizações estudantis, como a UNE, estão chamando uma nova mobilização contra o governo em todo o país. No dia 14 de junho está convocada a Greve Geral de todos os setores da classe trabalhadora.

É necessário fazer um amplo trabalho de agitação e propaganda nas universidades, escolas, fábricas e em todos os locais de trabalho tendo como perspectiva a derrubada do governo Bolsonaro e a derrota do golpe de estado. No próximo dia 14, a Greve Geral deve ter como eixo principal de luta o Fora Bolsonaro, apontando também a necessidade de se convocar novas eleições e exigir a libertação do ex-presidente Lula.