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02/06/1964

A fundação da Organização para a Libertação da Palestina

Israel é um Estado artificial, montado pela extrema-direita sionista e a serviço do imperialismo no Oriente Médio

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Ocupação ilegal e artificial de Israel expulsando à força o povo palestino – Foto: Divulgação

A Organização de Libertação da Palestina foi criada pela Liga Árabe em 2 de junho de 1964, como forma de se reduzir as tensões entre os vários grupos palestinos e árabes que reivindicavam o território palestino. A OLP inicialmente foi criada sob o marco do nacionalismo árabe ainda forte nos anos 1960. Várias organizações políticas de diferentes vertentes ideológicas se uniram à ideia da OLP, quase todas vendo como necessária uma organização que pudesse unificar o combate armado a Israel e representar politicamente o povo palestino.

Ao final da Segunda Guerra Mundial um dos pontos de discussão na pauta dos países vencedores era o que fazer com a população da religião judaica que fora deslocada para os campos de concentração nazistas que tivessem dificuldade de se reintegrar aos locais de origem.

Porém, o movimento nacionalista judeu, sionista, criado em fins do século XIX, já vinha promovendo a transferência de famílias hebraicas desde antes da Primeira Guerra Mundial, recusou qualquer solução que não fosse a fixação nos territórios em volta de Jerusalém, terra que consideram sagrada e destinada a seu domínio por seu deus.

A Liga das Nações e logo após a Organização das Nações Unidas, sua sucedânea, acabou criando, em 1947, um plano de partilha do território palestino entre árabes e judeus. Supostamente haveria um território para os judeus e outro para os árabes, sendo Jerusalém administrada em regime internacional.

Em 1948 essa partilha foi estabelecida pela Assembleia Geral da ONU. As lideranças judaicas aceitaram, mas os árabes e palestinos não. Os judeus se apressaram e criaram o Estado de Israel enquanto os palestinos e os estados árabes da região, a Síria, a Jordânia, o Líbano e o Egito divergiam sobre os passos a serem dados (havia interesses territoriais especialmente do Egito e da Jordânia) e também sobre o caráter da nova entidade estatal, se laica ou religiosa. A ONU rapidamente reconheceu o Estado de Israel, quando a Assembleia Geral era dirigida pelo diplomata brasileiro Osvaldo Aranha.

A tensão entre judeus e árabes sempre foi mantida a ponto de explodir, interessando isso aos vários lados da disputa, especialmente aos judeus, que usavam essa tensão para pressionar os países capitalistas desenvolvidos vencedores da Segunda Guerra Mundial a apoiarem militarmente e materialmente o recém criado Estado de Israel.

Com o apoio dos EUA e do Reino Unido, os judeus ocuparam muito mais área além das que haviam sido acordadas com as Nações Unidas e as escaramuças se iniciaram. A ocupação dos judeus acabou por expulsar os palestinos de suas terras, que migraram como refugiados para os países limítrofes, para a Cisjordânia e a Gaza.

A resistência palestina, apesar de todas as divisões existentes entre os árabes da região, sempre foi marcante, mas a partir da consolidação do apoio militar dos EUA e do Reino Unido aos israelenses, o equilíbrio militar foi rompido e Israel passou a dominar militarmente a região, vencendo sucessivas guerras de conquista de território.

A OLP não tinha outro meio para defender os palestinos senão optar pela luta armada, ora na forma de guerrilha, em outros momentos na forma de guerra aberta. Em 1964 o grupo de Yasser Arafat, o Fatah, ganhou a presidência da OLP e passou a ser o elemento ideológico dirigente maior da luta palestina. A OLP continuou a ser uma frente de partidos e organizações militares, mas a presença da esquerda marxista laica diminuiu ao logo das últimas décadas.

De forte tendência socialdemocrata, o Fatah, foi alterando paulatinamente a orientação da resistência palestina e abrindo diálogo para acordo com Israel. Em meio à ofensiva israelense no início da década de 1980, a OLP acabou reconhecendo o Estado de Israel e desistindo da linha fundamental que unia todos os palestinos até então de eliminação do Estado de Israel.

Israel nunca escondeu suas pretensões imperialistas na região e é o principal elemento de desestabilização política no Oriente Médio, servindo quase sempre de ponta para os interesses estadunidenses por dominação das ricas reservas de petróleo. Mesmo governos de cunho social democrata e esquerdista nunca alteraram a linha mestre do Estado sionista israelense, agindo com truculência e força desmedida contra as populações palestinas, mantidas na miséria e subordinadas aos interesses econômicos dos judeus.

Mesmo não assumindo ter um arsenal de bombas nucleares, Israel é uma única potência nuclear na área e usa isso como meio de dissuasão dos países árabes e do Irã (persa).

Mesmo crescendo entre os países que compõem a ONU, a compreensão de que a única solução para a região é o estabelecimento de estados laicos autônomos, Israel mostra que jamais aceitará esse caminho. É verdade. Desde a capitulação da OLP em 1982 promovida pelos grupos socialdemocratas e centristas, a experiência mostra que a simples existência de Israel é condição de instabilidade na região e de manutenção daquela área como frágil aos interesses imperialistas dos EUA.

A paz na região somente será possível com a superação do imperialismo e a dissolução do Estado de Israel e a constituição de um Estado multiétnico laico.

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