Esquerda não sai da fantasia
Os principais partidos tradicionais da burguesia brasileira são vistos como uma alternativa para a esquerda pequeno-burguesa, que ignora a função real destas organizações.
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Baleia-Rossi
Baleia Rossi (MDB-SP) confirma em redes sociais saída do partido do "centrão". | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Partidos tradicionais da burguesia brasileira – DEM e MDB – anunciaram uma ruptura de bloco com outros setores do chamado “centrão”. A decisão foi uma manobra realizada no interior do parlamento.

Estes partidos, encontravam-se em minoria no bloco antes constituído por toda a base de Jair Bolsonaro. Contudo, com a necessidade de eleger um novo presidente da Câmara, com o fim do mandato de Rodrigo Maia, era perceptível que caso este setor minoritário mantivesse no bloco, seria obrigado a apoiar um candidato da ala bolsonarista da burguesia.

Dessa forma, o golpe interno visa claramente romper com o setor bolsonarista nas eleições parlamentares e sair com um candidato próprio que sirva aos interesses diretos do PSDB, DEM e MDB. A estratégia da burguesia é fazer com que os candidatos do “ex-centrão” tornem-se uma suposta oposição à Jair Bolsonaro, e faça com que a esquerda pequeno-burguesa o apoie, assim como o PCdoB apoiou Maia no passado.

Mesmo tão simplória, a estratégia utilizada pela burguesia fez com que importantes setores da esquerda parlamentar se comovessem com o fato e tratassem esta ruptura como um verdadeiro racha no interior da burguesia. Não satisfeitas, lideranças do PT, PSOL e PCdoB, chegaram a colocar que esta ruptura aparente representaria uma possibilidade de união com os setores “democráticos” e “não bolsonaristas” contra o governo federal.

A manobra feita pela burguesia não representa nenhum passo destes grupos rumo à democracia, ou qualquer defesa da população. Parte justamente destes partidos o apoio fundamental à reforma da previdência, a tributação contra os mais pobres etc. Ou seja, todos os grandes ataques desferidos contra os trabalhadores.

No mundo da fantasia, a esquerda pequeno-burguesa vê em medidas como o auxilio emergencial, grandes conquistas populares suficientes para promover uma aliança com os principais setores da burguesia. Contudo, para o fato de que justamente é este o setor que mantem Bolsonaro no poder, a esquerda fecha completamente seus olhos. A política de Frente Ampla, organizada em todo país para as eleições municipais, e agora, em torno da candidatura de lideranças golpistas no parlamento, provoca e irá provocar ainda mais importantes derrotas a todo o povo brasileiro.

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