PCdoB, PSL e Patriota
Aliança esdrúxula no Maranhão mostra até aonde vai a política de “frente ampla”
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PCdoB-PSL (1)
Campanha eleitoral do PCdoB junto com o PSL e o Patriota | Foto: Reprodução

Nesta semana, chegou a nossa redação o convite público para o lançamento de uma chapa formada pelo PCdoB, pelo PSL e pelo Patriota. A chapa em questão será lançada no dia 12 de setembro na cidade de Pedro do Rosário:

Sem qualquer margem para dúvida, PSL e Patriota são partidos da extrema-direita nacional. O PSL foi o partido pelo qual Jair Bolsonaro se tornou presidente da República na fraude eleitoral de 2018. O Patriota, por sua vez, é o partido do folclórico Cabo Daciolo, figura que ajudou na campanha anti-comunista e anti-petista. A fala do Cabo Daciolo contra a URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina), embora encarada como uma piada, é uma demonstração do caráter anti-comunista de sua candidatura.

A aliança em Pedro do Rosário, além de bizarra, revela algumas coisas importantes para a análise da situação política. Em primeiro lugar, é preciso considerar que o Maranhão não é um estado qualquer, mas simplesmente o único estado governado pelo PCdoB. Ou seja, é o estado em que o partido tem maior controle da máquina pública. Vale lembrar, inclusive, que Flávio Dino, governador do Maranhão, já foi eleito outrora com o apoio explícito do PSDB. Em troca, o mesmo Flávio Dino apoiou Aécio Neves nas eleições de 2014.

Frequentemente, o Maranhão e o governo de Flávio Dino são apontados como um grande acerto da esquerda, uma espécie de modelo que deveria ser seguido. Nos casos mais apaixonados, há quem diga, inclusive, que seria a “nova esquerda”. Não há, contudo, nada de novo, mas sim uma aliança do PCdoB com as velhas oligarquias locais para conseguir uma fatia insignificante do controle do Estado.

O segundo aspecto importante de ser ressaltado neste caso é que a aliança com partidos da extrema-direita é o desdobramento da política de “frente ampla”. A aliança entre setores da esquerda e os setores golpistas, defendida ferrenhamente pelo PCdoB, é uma aliança, fundamentalmente, entre esses setores da esquerda e os representantes da burguesia. E como a burguesia tem se dirigido cada vez mais para o fascismo, como último recurso para conter a tendência à explosão social, a aliança com a classe dominante terá que se traduzir, cada vez mais, em uma aliança com setores abertamente fascistas.

Nesse sentido, é preciso rejeitar completamente a política da “frente ampla” com setores falidos e desmoralizados do regime golpista. Para impedir que o regime político se transforme em uma verdadeira ditadura com características fascistas, é preciso uma ampla mobilização pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas.

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