Independência de Classes
Bastou a burguesia chegar a um acordo quanto ao fim do confinamento, para acabar com a farsa de uma suposta divergência entre Bolsonaro e os governadores
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João-Doria-Governo-de-SP
O "amigo do povo" segundo a esquerda Imagem DCO |

A decisão da burguesia de por um fim à política de confinamento pegou a esquerda de “calça curta”. Toda a defesa da “frente ampla”, “unidade nacional” com governadores, como Dória, Witzel, Caiado, Ibaneis e até mesmo bolsonaristas como o ex-ministro Mandetta, para “lutar” contra a política bolsonarista de pregação do fim do confinamento, mostrou o que verdadeiramente é, uma farsa absoluta.

Bastou a burguesia de conjunto chegar a conclusão que a crise econômica está colocando em xeque a sua própria existência, para que os governadores e prefeitos “do bem” imediatamente revissem a política de confinamento e de “defesa da vida”, carro-chefe da política da esquerda para justificar a sua política de unidade nacional. 

Ficou até ridículo casos grotescos como o de dirigentes da CUT DF que, após entregar a sede da entidade  para o governo local em nome da unidade nacional, da luta do “bem” contra o “mal”, viram estarrecidos esse mesmo governador anunciar a data do fim do confinamento no Distrito Federal e articular com o próprio governo Bolsonaro o fim do “isolamento social”.

É evidente que as divergências entre o governo Bolsonaro e os partidos e políticos que garantiram a sua eleição foi sempre superficial, a começar pela unidade que existe no Congresso Nacional, quando se trata de descarregar a crise econômica nas costas dos trabalhadores. 

A questão que se coloca no momento é como fica a política de frente ampla agora que a burguesia se unificou em torno do fim do confinamento. O que vai fazer a esquerda que havia decretado a sua nulidade e deixado nas mãos da direita a solução da pandemia?

Não parece ser de bom augúrio a esquerda continuar trancada em casa lamentando a traição dos seus “aliados”. Diga-se de passagem que a política da direita, dos governadores de “fique em casa”, agora será “saia de máscara se não vc será multado” e daqui a pouco vai ser a de lavar as mãos diante da catástrofe que se avizinha.

O povo está à mercê da sua própria sorte. Se vai morrer mais ou menos pessoas, isso não é mais problema para a burguesia. Ela já decidiu que os trabalhadores devem garantir os seus lucros e isso é tudo.

A política de frente ampla nunca foi uma alternativa. No período anterior a pandemia foi o pretexto para não se lutar pela liberdade de Lula e pelo Fora Bolsonaro. Agora, serviu para transformar elementos da extrema-direita em “amigos do povo”. A conta acabou de ser quitada por esses “amigos”. 

A questão é saber se os setores da esquerda que foram confundidos pela política de frente ampla, com a suposta boa intenção por parte da direita que se expressava na política dos governadores e prefeitos de  “ficar em casa”, vão tirar as devidas conclusões dessa experiência.

A luta contra a pandemia, assim como a luta pelo Fora Bolsonaro só podem ser travada com a absoluta independência diante da burguesia e seus governos. Para isso precisa ter mobilização. Os sindicatos devem ser reabertos e a população em geral, para não ficar nas mãos dos “amigos do povo” devem, necessariamente, ser organizadas em conselhos populares.

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