Embasa – BA
É preciso abandonar a frente ampla e organizar a classe trabalhadora nas ruas contra as privatização e todos os ataques da burguesia
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privatização da água
Trabalhadores da Embasa em manifestação contra a privatização da água | Foto: reprodução

Na ultima semana a discussão sobre a privatização da água na Bahia voltou a ganhar espaço na imprensa burguesa na qual o governo do estado, sob o comando de Rui Costa (PT), tem demonstrado o interesse de entregar para inciativa privada  as empresas públicas de águas do estado, o que representa um  grande ataque de um governo de esquerda que sede aos interesses da burguesia contra os trabalhadores e contra a população.

O sindicato dos trabalhadores da Embasa, o Sindae-BA têm se colocado contra a privatização e denunciado esta manobra. O representante dos trabalhadores dentro da empresa, Abelardo de Oliveira Filho, declarou seu repúdio contra a tentativa de privatização da água, classificando como inaceitável que um governo do Partido dos Trabalhadores se una ao governo Bolsonaro para privatizar a água na Bahia.

A declaração de Abelardo de Oliveira inevitavelmente coloca em discussão a podridão da política de frente ampla com a direita que vem sendo adotada por setores da esquerda que vendem a ideia de que tal aliança seria uma necessidade para a classe trabalhadora mas que na verdade está em contradição com os interesses dos trabalhadores e representa uma total submissão aos interesses da burguesia que com estas iniciativas consegue se apossar de tudo que pertence ao povo.

Os defensores da frente ampla têm usado o suposto combate ao bolsonarismo para justificar a aliança com outros setores da burguesia considerados mais “civilizados” e que também seriam contra Bolsonaro, o que não passa de uma farsa para confundir os trabalhadores que estão sendo atacados pelo governo de extrema direita quando tais ataques surgem não somente do Bolsonaro mas da burguesia de conjunto que inclusive é a grande responsável pelo golpe contra o governo do PT e que levou o bolsonarismo ao poder.

Neste sentido é fundamental esclarecer a impossibilidade de estabelecer qualquer tipo de aliança com a qualquer que seja o setor da burguesia uma vez que este tipo de aliança não trás nenhum benefício para os trabalhadores e tenta conter a própria iniciativa popular de combate aos seus inimigos.  Não há dúvidas de que Bolsonaro e a extrema direita são de fato alguns destes inimigos dos trabalhadores, mas nem de longe os únicos como os defensores da frente ampla tentam fazer parecer.

A farsa fica evidente por exemplo nesta união do governo do PT na Bahia com o governo Bolsonaro pela privatização da água, algo que escancaradamente não trás nenhum benefício para a classe trabalhadora e que ao contrário submete os interesses da população aos interesses da burguesia e do próprio bolsonarismo, evidenciando que a frente ampla é uma manobra da própria burguesia para atacar o povo com o consentimento da esquerda que ao invés de defender os trabalhadores os abandona nas mãos dos seus inimigos.

A direita que se diz civilizada, e aponta Bolsonaro como o grande responsável pelos ataques ao povo não fica atrás nesta mesma política. Neste sentido vale lembrar que estes elementos aos quais a esquerda se une na frente ampla são responsáveis por verdadeiras atrocidades contra a classe trabalhadora. Só para citar alguns temos desde Rodrigo Maia que foi um dos responsáveis pelo golpe de 2016 e pela reforma da previdência que prejudica profundamente os trabalhadores, até Fernando Henrique Cardoso, responsável por um dos maiores massacres aos trabalhadores já vistos em toda a história do país. São a estes elementos da burguesia que a esquerda quer entregar o povo de mãos beijadas.

A própria classe trabalhadora têm enxergado que a frente ampla longe de ser uma saída é uma grande emboscada, estes setores dos trabalhadores devem ser cada vez mais esclarecidos acerca desta política para combatê-la, e estimulados a defender seus interesses não através de acordos com a burguesia mas sim pela mobilização popular contra todos os seus inimigos desde o fascista Bolsonaro até o civilizado Rodrigo Maia que embora tenham táticas diferentes promovem os mesmos ataques ao povo como por exemplo a privatização dos recursos naturais para entregá-los à burguesia.

Mesmo com a forte propaganda da burguesia em torna da frente ampla e a capitulação da esquerda pequeno burguesa para confundir o povo, as bases trabalhadoras têm se colocado contra a política de frente ampla e seus acordos com a burguesia. É preciso intensificar a denúncia que tem sido feita entre os próprios trabalhadores para fortalecer o combate à frente ampla e o combate à burguesia em torno dos verdadeiros interesses do povo pobre e trabalhador que é sistematicamente massacrado pelos golpistas.

A mobilização é a grande arma dos trabalhadores na defesa dos seus interesses e deve ser cada vez mais intensificada, na contra mão do que a frente ampla tenta fazer que é conter as massas. É preciso abandonar a frente ampla e organizar a classe trabalhadora nas ruas contra as privatizações, pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas que atacam o povo e por Lula candidato em 2022 como a alternativa dos trabalhadores contra a burguesia que quer afastar qualquer possibilidade de governos que atendam minimamente os interesses do povo e vê na frente ampla uma forma de silenciar os trabalhadores.

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