Traição
Os Emirados Árabes mostram sua subserviência ao sistema imperialista e sionista, em um acordo que é evidente, que não será respeitado por Israel
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Montagem do primeiro-ministro israelense, Netanyahu, e do príncipe herdeiro dos Emirados Árabes | Foto: Reprodução

Na última quinta-feira (13) os Estados de Israel e Emirados Árabes (sob os auspícios dos EUA), assinaram um acordo retomando a integralidade de suas relações diplomáticas. O acordo pede que Israel renuncie ao seu plano de anexar os territórios palestinos na Cisjordânia ocupada.

Os dois países devem assinar dentro de três semanas em Washington, o acordo anunciado de “surpresa” no dia 13 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – que mediou o acordo – e fará dos EAU o terceiro país árabe a seguir esse caminho desde a criação do Estado hebreu em 1948, depois do Egito e da Jordânia.
E é claro que a reação da comunidade árabe não poderia ser outra, que não a ojeriza contra os Emirados Árabes.

O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, descreveu como “traição” o acordo entre os dois países: “ A liderança palestina rejeita e denuncia o surpreendente anúncio trilateral dos Emirados Árabes Unidos, Israel e Estados Unidos.” O líder palestino também qualificou o pacto de “traição a Al-Quds, a Mesquita de Al-Aqsa e a causa palestina” e solicitou uma “reunião de emergência” com a Liga Árabe para denunciar os objetivos do referido pacto que tem a sessão plenária dos EUA.

Hanan Ashrawi, membro do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), escreveu em sua conta oficial no Twitter: “Israel recebeu uma recompensa por não declarar abertamente o que o torna ilegal e persistentemente à Palestina desde o início da ocupação ”.

O Movimento de Resistência Islâmica Palestina (Hamas), indicou que “o acordo não acrescentará qualquer legitimidade à ocupação sionista da terra palestina” e prometeu “continuar sua luta contra a ocupação”.
Já o Irã, foi mais objetivo quanto às consequências na prática sobre esse acordo trilateral, afirmando que os Emirados Árabes será responsabilizado por “qualquer interferência do regime sionista nas equações da região do Golfo Pérsico.”

A verdade é que Israel não abriu mão coisa nenhuma, de sua expansão pela região e isso não é segredo. O própria fascista e genocida primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, especificou que a anexação foi “adiada”, mas que Israel “não desistiu” de executá-la. Esse acordo é uma farsa e sequer fizeram questão de esconder isso.

O que os Emirados Árabes fez, foi uma punhalada no coração do povo palestino que há anos, sofre com a barbárie praticada pelo Estado sionista, deixando o seu povo totalmente marginalizado dos direitos básicos que qualquer representante da espécie humana tem, ou deveria ter, como acesso à saúde, saneamento básico, segurança, sem mencionar a repressão brutal que o povo sofre do exército israelense.

Israel não respeita acordos internacionais, barbarizou nações árabes na guerra dos seis dias em 1967 – o que possibilitou Israel expandir seu território, conquistando a Península do Sinai, a Cisjordânia, Gaza, Jerusalém oriental e as colinas de Golã. Depois disso, a história evidencia que foi atrocidade seguida de atrocidade e a reação do povo árabe não poderia ser diferente, quanto a esse acordo oportunista que o EAU participa, dando as costa para luta travada há anos.

É preciso ficar claro, que Israel está dando esse suposto passo atrás, por causa da resistência do povo palestino e dos povos árabes, incluindo a crise no Líbano, que por sua vez, se for comprovado que a causa da explosão no porto partiu do movimento imperialista, o Hezbollah jamais vai aceitar essa afronta, e Israel certamente vai recuar com esse acordo ridículo.

EAU é o mais novo oficial capacho do imperialismo, traidor da luta da Palestina e do povo árabe e, merece o total repúdio não só de toda a comunidade árabe, mas de qualquer ser humano minimamente civilizado.

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