Brasil no mapa da fome
O fim do auxilio-esmola combinado com a absurda alta dos preços é política da direita para torturar o povo pela fome.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Comida aumentou o preço e o auxílio diminiu, uma política de genocídio pela fome. | Foto: Reprodução.

O Brasil de Bolsonaro caminho a passos rápidos para voltar ao Mapa da Fome. É o que aponta Maria Emiliana Pacheco, ex-presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) e membro do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN).”Mesmo com o auxílio emergencial, estamos prevendo que o Brasil esteja voltando para o Mapa da Fome”, disse a antropóloga.

Também é a mesma opinião de Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência contra Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP) da Organização das Nações Unidas (ONU). “Isso [alta dos alimentos] é muito preocupante, porque a grande maioria desses 65 milhões de brasileiros que receberam o auxílio utilizam o recurso para comprar comida, o próprio IBGE mostra. Com o preço dos alimentos aumentando, eles têm que comprar menos. E têm um problema nutricional também.”

Segundo Preto Zezé, representante global da Central Única das Favelas (Cufa), é perceptível um aumento na procura por doações de cestas básicas nos últimos meses, embora ainda não haja dados consolidados dessa alta. Desde o início da pandemia, as doações da entidade já alcançaram 1,175 milhão de famílias em 5 mil favelas. “Você tem o arroz aumentando, e o auxílio caindo. As pessoas estão sem perspectiva”, diz.

Golpe trouxe a volta da fome no país

Em pesquisa divulgada no dia 17 de setembro pelo IBGE, se tornou oficial que o Brasil voltou ao mapa da fome. Praticamente 4 anos após a FAO admitir que o Brasil havia deixado a lista de países com mais de 5% da população ingerindo menos alimentos do que o necessário para sua nutrição – a notícia divulgada pela FAO data de 16 de setembro de 2014 – o IBGE confirma que em 2018 a fome voltou ao país.

Segundo o relatório produzido, cerca de 5% da população sofria com a insegurança alimentar em 2018, durante o governo Temer. A queda no PIB deste ano, em que somente no segundo trimestre o Brasil sofreu com uma quebra de 9,6% e entrou em recessão, assim como o aumento do preço dos alimentos, a queda na renda dos trabalhadores, o rebaixamento do salário mínimo em relação à inflação e vários outros ataques, fazem com que a porcentagem de pessoas passando fome só tenha crescido durante o governo de Bolsonaro, posterior a Temer.

Toda essa situação mostra o tripúdio sobre o povo brasileiro, que já é severamente onerado com esta crise, enfrentando mais dificuldades do que era previsto, o nome correto para todo esse cenário chama-se “especulação”, mais uma arma do capitalismo para expropriar a população, que já tem sido selvagemente atacada por esse “livre mercado”, que para os trabalhadores, não tem nada de livre!

Bolsonaro genocida fez demagogia com supermercados

O ilegítimo golpista Jair Bolsonaro chegou a fazer uma espécie de ”apelo” aos supermercadistas para que a margem de lucro sobre os produtos alimentares essenciais seja mantida próximo de zero.

Isso depois de pedir “patriotismo” por parte dos empresários e que evitassem repassar os aumentos ao consumidor. Bolsonaro negou, no entanto, que fosse recorrer a canetadas para segurar os preços. Ou seja, era tudo uma demagogia.

Organizar o povo e acabar com a especulação sobre gêneros alimentícios

De acordo com dados do IBGE, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto foi de 0,24%, a maior alta para o mês em quatro anos, influenciada principalmente por alimentação e bebidas, que tiveram incremento de 0,78% no período e pelos transportes (0,82%). No acumulado do ano, os alimentos que mais encareceram foram cebola (50,40%), leite longa vida (22,99%), arroz (19,25%) e óleo de soja (18,63%) – este último, ficou 9% mais caro só no mês passado .

Essa realidade só demonstra que a burguesia, especuladora na sua essência, sem contar os subsídios do governo, as demissões em massa, ainda almeja mais lucros sobre a população explorada.É por isso que a constituição de uma organização popular, a exemplo dos conselhos populares que o Partido formou no Brasil inteiro, em várias regiões, são de absoluta necessidade.

Uma das tarefas dos conselhos reside, justamente, na luta pelo controle do abastecimento e contra a especulação com os gêneros de primeira necessidade. E isso pode real com o povo nas ruas e mobilizado.Saúde e condições básicas de alimentação são questões fundamentais e elementares para enfrentar a pandemia e garantir que o povo pobre não seja condenado à morte. É preciso organizar o povo, para controlar a produção dos alimentos, sua distribuição gratuita, e derrubar a especulação sobre a comida

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas