A FIESP confiou uma empresa a Ciro Gomes, não devemos lhe confiar o Brasil

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O candidato abutre Ciro Gomes constrói pontes com a elite financeira do país. Não é de hoje. Antigo tucano e ex funcionário de  Steinbruch, aquele que afirmou que trabalhador pode comer com uma mão e trabalhar com a outra, é bem recebido pelos industriais. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade disse: “o Ciro está mais aberto a escutar e menos voluntarioso”.

O empresário mineiro teve recentemente uma longa conversa com o pré-candidato do PDT. Os dois concordaram na necessidade da promover uma reforma da Previdência e o ajuste fiscal – mas não tocaram em um ponto nevrálgico: a reforma trabalhista.

Andrade conta que “ouviu pela imprensa” que o pré-candidato do PDT defende a revogação dessa reforma. “Não sei é influência do PDT ou do Carlos Lupi, mas isso é totalmente fora de propósito”, disse o presidente da CNI.

Ciro também foi recebido no Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) – que reúne atualmente 50 empresários representantes de grandes empresas nacionais – e por federações empresariais nos Estados por onde passou. Deu também palestra remunerada para uma agência de investimento e participou de diversos encontros privados com empresários de vários setores.

Quando o assunto é a reforma trabalhista, porém, os apoiadores de Ciro admitem que o pré-candidato do PDT tem na proposta de revogar a reforma trabalhista – caso eleito – um calcanhar de Aquiles na tentativa de ser palatável aos setores financeiros e empresariais. Para Benevides Filho, “Ciro compreende que existem novas formas de trabalho – em casa, à distância – e tudo isso precisa ser regulamentado em uma nova reforma”. Mauro Benevides Filho, que foi secretário da Fazenda do Ceará por 12 anos, e é o responsável pelas diretrizes econômicas de Ciro.

Outro economista que aderiu ao projeto do pedetista, o ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira, reconhece que a proposta de revogar a reforma trabalhista é um obstáculo nas conversas com o PIB. “Essa proposta da lei trabalhista é realmente contraditória.”.

Ciro já escolheu um local na Avenida Rebouças para abrigar o comitê central de sua campanha. Ele disse em entrevista ao jornal golpista “Estado” que procura um “nome da produção” do Sudeste para ser seu vice e revelou que já conversou longamente com o mineiro Josué Gomes, da Coteminas.

O ex-chefe Benjamin Steinbruch continua sendo um amigo frequente e interlocutor com o empresariado. Em maio, o empresário, que é vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), vai assumir a presidência da entidade quando Paulo Skaf deixar o cargo para disputar o governo paulista.

O candidato abutre está buscando estreitar laços com a elite financeira econômica do país que tem seus interesses privados e não vai abrir mão da reforma trabalhista.