A política do mal menor
A burguesia está promovendo uma operação de fazer a esquerda apoiar a direita. A luta contra o fascismo tem levado a esquerda apoiar os verdaeiros inimigos do povo.
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Joe Biden, presidente dos Estados Unidos | Reprodução

A burguesia está promovendo uma operação de fazer a esquerda apoiar a direita. A política do “mal menor” em oposição ao “mal maior”, que seria o fascismo, tem levado a esquerda repetidas vezes a se posicionar de maneira equivocada diante dos acontecimentos. Essas posições, por sua vez, são produto de uma política maior que é a de frente ampla. O medo é utilizado para recrutar os ativistas para uma política que tem como objetivo reciclar elementos da direita, que são os verdadeiros fascistas.

A esquerda nacional diante do último acontecimento nos Estados Unidos, a invasão do Capitólio por manifestantes trumpistas para impedir a cerimônia de posse de Joe Biden, se manifestou em solidariedade ao presidente eleito, em defesa da “democracia” e contra o “fascismo”. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, de extrema-direita, assim como Jair Bolsonaro no Brasil, seria supostamente o mal maior e, portanto, a unidade de todas as forças políticas de direita e de esquerda deveria ser empregada para derrota-lo.

Essa política tem sido um elemento de confusão que tem levado a esquerda a apoiar os maiores inimigos da população mundial. Joe Biden representa a ala da burguesia mais poderosa do imperialismo norte-americano, comandou guerras contra diversos povos do Oriente Médio e do mundo como vice-presidente do governo Obama, também golpes de Estado contra diversos países incluindo o Brasil em 2016. Ao invés de tratar das questões objetivas, a esquerda prefere comemorar o fato de uma mulher negra (Kamala Harris) ser vice-presidente.

A manifestação no capitólio foi apresentada sem sentido como uma tentativa de golpe de Estado, uma vez que Trump não aceitou a derrota nas eleições que denunciava os resultados apresentados como uma fraude. Diante das denúncias da imprensa imperialista, a esquerda não manifestou posição contrária às imposições de restrições à liberdade de manifestação política e ainda abraçou a censura promovida pelos monopólios das redes sociais contra às contas de Trump. A esquerda tem sido conduzida, pelo medo, a apoiar os verdadeiros fascistas.

Diante da pandemia do coronavírus, em nome da unidade nacional, Bernie Sanders abriu mão da candidatura para apoiar Joe Biden. O mesmo aconteceu com Marcelo Freixo (PSOL) que não colocou sua candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro e apoiou Eduardo Paes (DEM), em nome da frente ampla contra o “mal maior”, candidato de Bolsonaro, Marcelo Crivella (Republicanos). A esquerda na pandemia defendeu até mesmo o genocida João Doria (PSDB) que inicialmente foi contra a abertura radical proposta por Bolsonaro.

Assim aconteceu no Congresso com a disputa entre Baleia Rossi (MDB) e Arthur Lira (PP) pela presidência da Câmara Federal, a esquerda (PT, PCdoB, PSOL) saiu em defesa do candidato do MDB do golpista Michel Temer, que votou pelo impeachment fraudulento contra a presidenta Dilma Rousseff, para impedir que o candidato de Bolsonaro fosse eleito. Neste caso, fica cristalino que o candidato eleito para barrar o “fascismo” foi um dos responsáveis pela ascensão de Bolsonaro ao poder contra o governo do PT.

A frente ampla, que reúne desde Fernando Henrique Cardoso (PSDB), neoliberal que promoveu uma destruição gigantesca da economia nacional, até figuras como Luciano Hulk (Globo), bem como outros vigaristas de partidos golpistas com a esquerda contra o Bolsonarismo, tem sido o principal elemento de confusão. A luta contra o fascismo com esses setores da direita e do imperialismo é uma farsa total, a esquerda deve combater os inimigos do povo, não fazer conciliação, e levar adiante uma política independente da burguesia.

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