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Antônio Carlos Silva

Parasitismo SA

A farsa da eficiência do clube-empresa

A imprensa golpista, na propaganda pelo clube-empresa, escolhe os "bons exemplos" e esconde os fracassos da presença dos capitalistas no futebol

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Dando uma olhada nos jornais burgueses é bem clara que há uma propaganda deliberada em defesa do clube-empresa. A propaganda da imprensa golpista reflete, obviamente, o interesse dos grandes capitalistas, mais especificamente os monopólios imperialistas, que estão de olho no futebol brasileiro e nos lucros decorrentes dele.

A bola da vez é o Cuiabá. O clube, que tem feito uma ótima campanha na Série B e tem grandes chances de chegar na Série A, é muito jovem, foi fundado em 2001. Com todo o respeito aos torcedores, é ainda um clube sem tradições.

Quando enfrentou o Botafogo, inclusive levando a melhor e indo à próxima fase da Copa do Brasil, a imprensa golpista aproveitou para fazer a propaganda do clube-empresa. A ocasião não poderia ser melhor, já que o Botafogo é o clube grande que mais está encaminhando para a política de clube-empresa. “Adversário de Botafogo desmonta como exemplo de clube-empresa”, afirmava o jornal O Globo em matéria do dia 27 de outubro. Nitidamente uma propaganda do clube-empresa e também uma pressão para que o clube carioca adote o projeto.

No ano passado vimos a mesma posição da imprensa em relação ao Bragantino. Caso mais escandaloso de clube-empresa, o tradicional clube do interior paulista foi vendido por seus cartolas para a Red Bull, mudou de novo, de cores e de distintivo. Um crime contra o futebol.

Mas toda a propaganda com o Red Bull Bragantino agora está um pouco esquecida. Amargando uma péssima campanha na Série A do Brasileirão, ninguém explica por que o fenômeno do clube-empresa do ano passado agora está em crise.

Para a burguesia valem apenas os “exemplos positivos”. Outros casos muito negativos de clube-empresa ou simplesmente de tomada de clubes por capitalistas são escondidos. Na série B há pelo menos dois casos, pouca gente percebeu, mas o Oeste de Itápolis não é mais de Itápolis, agora é de Barueri. Algum capitalista chegou e simplesmente destruiu o clube, na prática, o Oeste não existe mais. O clube faz uma campanha praticamente inexistente, e já está virtualmente rebaixado para a série C.

Outro exemplo que está amargando a ameaça de rebaixamento para a C é o Botafogo de Ribeirão Preto. O clube se transformou em SA, vendeu parte do seu estádio, o Santa Cruz, um dos mais tradicionais do interior do País, que virou uma semi-arena. No início, tudo eram flores, o time conseguiu rápida ascensão da Série D para a C e depois a B, mas parou por aí. Quase rebaixado por dois anos no Paulistão, a situação no Brasileiro da Série B é muito complicada. O time só não é pior que o próprio Oeste. De maneira correta, os torcedores estão protestando contra a SA.

Recentemente tivemos ainda o caso do Figueirense. O clube foi simplesmente roubado pelos empresários que passaram a administrá-lo, o que causou greve de jogadores por conta de atrasos salariais e derrotas por WO. O time foi salvo pela torcida, que pressionou e se livrou desses empresários.

As lições negativas do clube-empresa já são muitas, mas a imprensa procura escolher uma novidade boa para dar destaque. Uma manipulação da realidade.

Para o torcedor do Cuiabá fica o aviso de que seu futuro pode ser o Barcelona, mas o Oeste de Itápolis que não está em Itápolis. Imaginem vocês o Cuiabá que na verdade tem sede em Campo Grande? A ascensão mostrada é ilusória. O que acontece é que esses capitalistas colocam as mãos no clube para parasitar ao máximo. Para extrair o lucro melhor possível, precisam primeiro fazer com que seu dinheiro impulsione o clube, depois a operação consiste em, a partir dessa ascensão relâmpago, extrair o dinheiro obtido das conquistas do clube. Uma vez feita a exploração máxima, o parasitismo máximo do clube, eles abandonam tudo. Com a mesma velocidade que ascendeu, o clube tende ao fundo do poço.

Mas isso, a Globo e a imprensa golpista não mostram.

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