A extrema-direita só funciona na base da histeria: assista a um trecho da Análise Política da Semana, com Rui Costa Pimenta

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A Análise Política da Semana apresentada por Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, vai ao ar todos os sábados às 11h30 da manhã, com uma análise dos principais acontecimentos políticos da semana.

“Aqui uma coisa que importante é a seguinte: uma coisa que muita gente não consegue entender sobre a extrema direita é que a extrema direita funciona sobre a base da histeria. Ela não funciona sobre uma base racional, porque é impossível.Não é possível você abrir um debate racional sobre as coisas que a extrema direita, em geral, apregoa. A coisa tem que ser levada adiante no grito, vai na  excitação emocional que todo mundo conhece. Todo mundo já viu a extrema direita em ação. A gente vê aqui, praticamente todos são uns desequilibrados. Eles fazem coisa de gente com parafuso a menos na cabeça. Até os farsantes atuam nesse método. Por exemplo, o filho do Bolsonaro, o Carlos Bolsonaro, ele foi atacado por alguém da esquerda não sei quem que era. Ele pegou um revólver e falou: a resposta está pronta.  É uma coisa de uma pessoa desequilibrada. Tudo bem que ele conta com a a impunidade, mas não é uma coisa normal de se fazer sendo vereador no Rio de Janeiro e  filho do presidente da república você ameaçar as pessoas com revólver pela internet. Quer dizer, predomina a histeria. Quando a gente vê o fascismo na sua forma mais acabada, a gente vai ver que predomina um bando de gente maluca que atuou naquela base de pessoas que estão vivendo fora da realidade. Então, a extrema direita costuma ser uma combinação de políticos politiqueiros muito malandros que fazem demagogia estimulando essa histeria e de gente histérica. É difícil encontrar outro tipo de personalidade no meio da extrema direita. A ideologia fascista todo mundo conhece, é o sangue, a raça superior, essas coisas de maluco. Não é uma coisa normal e não deve ser considerado uma coisa normal. A gente já falou isso várias vezes, e eu notava que o pessoal achava isso um exagero. Mas aí, o Bolsonaro chegou no governo e  aí todo mundo olhou. Não sei se ele faz isso daí de propósito ou se faz isso daí porque ele acha que é assim. Seja lá como for, é uma coisa de maluco, como o vídeo que ele postou durante o carnaval. Isso é natural da extrema direita. Eles são assim, eles funcionam na base histeria. Por exemplo, a gente pode ver na chamada escola sem partido; uma professora chega lá e fala da União Soviética. Aí um filho de um histérico que já está influenciado para ser histérico liga pro pai. Uma coisa totalmente emocional e histérica.

Então, logicamente esse pessoal que está participando nesse clima de histeria  que  falam o tempo todo em matar, morte, diminuir alguém. A gente viu  um exemplo importante de como é que funciona o clima de loucura quando o rapaz, que quando o Bolsonaro ganhou, apareceu com um 38 ameaçando todo mundo. Aí a mãe dele foi lá e puxou ele pela orelha. Depois gravaram um vídeo dele se retratando. Mas qual que é o significado desse episódio?  Uma das chaves da psicologia de extrema direita é que o cidadão quer se sentir poderoso, a extrema direita desperta nas pessoas que por algum motivo estão se sentindo inferiorizadas, a ideia de que, como direitistas, eles podem ser poderosos. Daí todo esse clima de eu vou matar, vou fazer. Inclusive os direitistas tem um negócio esquisito que falam: vou oprimir. Já é um negócio meio aloprado, vou oprimir, mas é típico da direita. Daí eles despertam esse negócio nas pessoas que se sentem inferiorizadas, que querem se apoiar nos movimentos de forma que as tornam pessoas poderosas. Por isso que a gente não deve permitir que a extrema direita se imponha é sobre os outros. Porque isso vai alastrando esse clima de histeria”.