Passando a boiada
O ataque ao meio ambiente é um política deliberada de favorecimento aos latifundiários e grandes capitalistas do agronegócio
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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, fala à imprensa após visita ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, operador do desmonte ambiental do País | Foto: Reprodução

Em todos os terrenos, em todas as áreas, o governo golpista de extrema direita vem se revelando como serviçal dos interesses estrangeiros, do grande capital privado nacional e imperialista. A devastação se verifica nas mais diversas áreas sob a responsabilidade do poder público, como educação, saúde, cultura, tecnologia e outros. Um setor, no entanto, parece ter sido eleito como o alvo preferencial dos neoliberais fascistas no quesito vontade de destruir, desejo de devastar.    

Estamos falando do meio ambiente, da biodiversidade nacional, das florestas, parques e reservas. O Brasil é possuidor de um dos maiores e mais importantes biomas do planeta, com extensas áreas de mata onde estão abrigadas centenas de milhares de espécies da fauna e da flora mundial. Contudo, é totalmente criminosa a forma como o poder público lida com a preservação dessa enorme riqueza nacional.      

Isso fica claro nos documentos produzidos pelos organismos que lidam com a temática ambiental ao redor do mundo. No dia 22 de janeiro foi tornado público um novo relatório da rede Observatório do Clima (OC) indicando que o orçamento proposto para o Ministério do Meio Ambiente em 2021 é o menor em mais de duas décadas. “Desde 2000, o MMA nunca contou com menos de R$ 2,9 bilhões em seu caixa, segundo dados corrigidos pelo IPCA” (Portal IG, 22/1).

Os cortes operados no orçamento para a questão ambiental dizem respeito principalmente aos recursos destinados à fiscalização e combate a incêndios florestais. O valor será 27,4% menor do que o apresentado em 2020, passando de R$ 174,8 milhões para R$ 127 milhões. O mais inacreditável é que a tesoura vai entrar em ação justamente no momento em que há um gigantesco aumento na taxa de desmatamento, que atingiu seu maior índice desde 2008, além do que foi registrado em perdas na área do Pantanal (30%) em função das queimadas criminosas perpetradas pelo latifúndio criminoso. 

Outro ataque sem igual ao meio ambiente é a proposta que discute a extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A proposta preocupa os ambientalistas. Eles afirmam que a fusão do Instituto com o Ibama “prejudicaria a integridade de reservas, florestas, áreas de proteção ambiental e parques” (idem, 22/1).

A obra de destruição que vem sendo operada no País obedece à lógica do favorecimento ao grande capital predatório, aos capitalistas do agronegócio, aos latifundiários, aos madeireiros, aos grileiros e outros criminosos que atuam sob a cobertura oficial do Estado, que os protege, ao arrepio da lei. 

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