Fascismo e Revolução
A esquerda deve defender a liberdade de expressão
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Conta do Twitter cancelada de Donald J. Trump | Foto: Reprodução

No último mês, a eleição nos EUA entre Trump e Biden assumiu uma polêmica cujas posições políticas confundiram direita e esquerda. Do lado da Liberdade de expressão, a extrema-direita. Do lado da repressão a liberdade, a esquerda. No papel de salvar a real posição progressista, a esquerda revolucionária, o PCO, defendeu a posição da Liberdade, sem, por conta disso, se livrar da intensa retaliação por parte da esquerda.

 

A situação em que a esquerda é a ala “reacionária”, apesar de uma situação absurda, não é a única na história. Na Alemanha de Weimar, o governo de Papen-Shleicher representava a mesma coisa. Nessa situação, a extrema-direita criticava as posições reacionárias da social-democracia cujo governo formado com a direita se conformava como um estado bonapartista pré-fascista.

 

Na situação, a esquerda comunista, confundida pelo stalinismo, chamava a social democracia de “social fascismo”. Hoje, um desavisado ultrassectário poderia pensar o mesmo. Mas ele perderia de vista o problema essencial.

 

O atrelamento oportunista da esquerda à direita imperialista, leva a esquerda ao centro enquanto caminha para a extrema-direita. Nesse momento de polarização política, contudo, as massas reformistas caminham para a esquerda. Essa contradição tende a levar à crise a esquerda tradicional e elevar a popularidade as opções radicais. Nesse sentido, a extrema-esquerda, a opção real, e a extrema-direita, a opção desesperada, passam a crescer na situação política.

 

Nos EUA, portanto, a ausência de um partido operário, implica no agrupamento de setores da classe operária por parte da extrema-direita, a qual se torna o elemento dinâmico da situação política. Do lado oposto, a burguesia imperialista, tentando controlar a classe operária e os setores ideológicos da extrema-direita, ataca ambos em um só golpe com a perseguição a Trump.

 

Isso não significa, contudo, que o ataque exclusivo à classe operária não esteja por vir. Pelo contrário. A prerrogativa criada pelo ataque a liberdade de expressão, e o apoio da esquerda internacional a esse ataque, possibilitou apoio para a reedição da lei patriótica com a incorporação do conceito de terrorismo doméstico. Esse elemento político deve ser a principal arma de ataque contra qualquer organização e manifestação operária. A lei, que é um verdadeiro golpe de estado, leva a situação política dos EUA a evoluir para um estado bonapartista. Quer dizer, uma espécie de ditadura sobre o povo.

 

Como citado anteriormente, o estado bonapartista de Weimar antecedeu o governo fascista na Alemanha. À medida em que a ditadura encoberta do estado policialesco de tipo bonapartista não dá conta de conter o caos social, a burguesia deve optar, inquestionavelmente, por saídas de ditadura mais aberta e estados de guerra civil contra a classe operária.

 

Quer dizer: a falta de liberdade, o bonapartismo e fascismo são elementos da mesma via.

 

Na via oposta, está a defesa da liberdade de expressão, a luta independente dos trabalhadores através da frente única com os setores reformistas e a luta revolucionária aberta. Para seguir essa via, é preciso combater a outra, sem exceção.

 

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