Rui na TV 247
Eleição na Câmara, a situação de Lula, Biden, vacina e outros temas foram abordados na Análise Política deste 15/12/2020.
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Rui na TV 247 | Análise Política ocorre toda terça-feira às 16h.

Em mais uma Análise Política na TV 247, retransmitida pela COTV, o companheiro Rui Costa Pimenta foi entrevistado por Leonardo Attuch e abordou diversos temas da política nacional e mundial.

O programa ocorre toda terça-feira às 16h no canal da TV 247 com retransmissão na COTV. O programa completo você confere clicando aqui.

 

Começando com o assunto da definição da vitória de Joe Biden pelo colégio eleitoral, Attuch pergunta sobre as expectativas para esse novo governo. Rui reafirmou a posição do PCO de que se trata de um governo demagógico que nomeou, por exemplo, um negro para o comando do Pentágono. Sendo este negro um ex-militar, algo incomum na política da Defesa norte-americana, a escolha deste indivíduo mostra que não devemos ter qualquer expectativa de mudança na política padrão do imperialismo, ou seja, a propagação de guerras e golpes pelo mundo.

Ainda sobre esse assunto, Rui Pimenta analisa que – apesar de não ver nenhum sinal de que aconteça algo de imediato – o grupo vencedor das eleições é o grupo mais pró-guerra do aparato de estado norte-americano. O ambiente internacional tende a ficar muito pesado, não se sabe exatamente a partir de quando. Sobre China e Rússia, Rui afirmou que os dois países tem uma política muito realista. A China, na área econômica e a Rússia, na área militar defendem interesses muito importantes.

O plano dos Estados Unidos é de cercar militarmente a Rússia, isso é claro com as crises na Bielorrúsia, na Ucrânia e na guerra Azerbajão versus Armênia, para citar alguns exemplos. O presidente do PCO disse que deve haver um recrudescimento dessa política e citou também que é bem possível que Biden também tente retomar o território perdido da Síria.

Leonardo Attuch incluiu mais um elemento da discussão: a possibilidade de Temer ser indicado como chanceler brasileiro demonstraria uma aproximação do governo Bolsonaro com o governo Biden? Ou seja, poderia haver uma mudança de política do bolsonarismo para se alinhar ao setor mais importante do imperialismo?

“O golpe no Brasil foi dado pelo Biden. Não há nenhuma muralha chinesa entre o imperialismo e o governo Bolsonaro”, afirmou Rui, que pensa serem um jogo de cena essas contradições de Bolsonaro com o Biden.

“Por quê Bolsonaro não se apressa em abandonar o trumpismo, chutando o Ernesto Araújo e já se organizar para apoiar o Biden? Existe um vínculo com a extrema-direita que o impede de fazer logo isso?”, perguntou Attuch. Rui disse não dar muita importância à essa fisionomia ideológica do governo Bolsonaro. “Acho que em grande medida essa fisionomia ideológica é um aparato de tipo eleitoral. Serve para manter a base e os setores que o apoiam, não romper totalmente com eles de olho na eleição”, afirmou Rui.

Bastaria Bolsonaro ser um pouco mais pragmático para que esteja adaptado à direita nacional. Não seria preciso afastar o Ernesto Araújo. “Eu acho que o Bolsonaro vai manter uma certa fisionomia de extrema-direita, mas é uma fachada na realidade, hoje em dia. A gente vê que eles não estão fazendo nada de extraordinário. Se nós tomarmos os projetos que o Bolsonaro levou efetivamente, não há nada de muito substancial. Não há um projeto, um plano, um programa de extrema-direita. A maior parte é propaganda para agrupar a extrema-direita”, arrematou Rui.

Rui também comentou as pesquisas recentes que apontam Bolsonaro como vencedor contra qualquer candidato. O companheiro foi taxativo ao afirmar que as pesquisas são manipuladas quando colocam Bolsonaro vencendo Lula e o Lula com menos de 40%. Também afirmou que não há nenhum candidato com força suficiente nas pesquisas para vencer Bolsonaro, este que possui uma certa base de apoio e um percentual de ex-eleitores do PSDB e demais partidos de direita. A política inócua da esquerda também impede qualquer vitória em pesquisas nesse momento. Com isso Bolsonaro se mantém com um valor em torno de 30%, pelo menos, nessas pesquisas.

Leonardo Attuch perguntou se não há uma certa arrogância da esquerda quando pensam que todas as pessoas que querem trabalhar são negacionistas, em contraposição ao discurso de Bolsonaro de defesa dos empregos e da economia que é visto como favorável pelos trabalhadores. Rui responde dizendo que a esquerda caiu em um tremendo vazio. A esquerda possui um posicionamento autoritário, “você não acha que minha posição é boa, tá aqui as provas, eu tenho tudo, você não gosta você é ignorante, você é gado. Eu nunca vi esse tipo de política dar certo a não ser para a direita”, afirmou Rui Costa Pimenta.

A esquerda não levou em conta os problema econômicos que o isolamento social acarretava para a população. E esse isolamento, em grande medida, foi uma farsa. Às vésperas da eleição a pandemia sumiu no Brasil, no dia seguinte ao fim das eleições o isolamento já voltou e a pandemia voltou ao que era antes. “Foi um grave erro. Os partidos de esquerda deveriam ter um programa próprio que levassem em consideração o problema do isolamento social. A população sofre. Tem boa parte da população que sofre com o isolamento, mas não se beneficia. Home-office para o trabalhador é ficar em casa desempregado e deprimido”, concluiu o presidente do PCO.

Além do autoritarismo da esquerda e da insensibilidade com os trabalhadores que não possuem casas agradáveis para se isolar, nem trabalho para fazer home-office, Rui abordou o tema da obrigatoriedade da vacina. “Eu fiquei até surpreso quando vi muita gente de esquerda falando que deveria obrigar todo mundo a tomar a vacina. Não é assim. A vacina é maravilhosa em abstrato. Mas as vacinas são produzidas por empresas capitalistas e essas empresas tem uma história de provocar problemas na população, principalmente a empresa química e farmacêutica. É um monopólio monstruoso. Existem casos e mais casos de problemas que a população sofreu com isso daí. É um direito de todo mundo ficar desconfiado”, disse Rui.

Attuch perguntou: “Qual deve ser a posição correta da esquerda com relação à vacina?”. Rui Pimenta respondeu que a posição correta deve ser que a vacina é um direito e não uma obrigação. “Acho muito errado forçar pessoas que não queiram tomar a vacina. Ela não é 100% confiável. Existe toda uma guerra política e econômica em torno da vacina, isso é um péssimo sinal. Seria necessário uma comissão independente das organizações populares para supervisionar a produção dessa vacina. Isso é uma caixa preta. Uma pessoa bem informada vai correr para tomar a vacina antes de ver o que vai acontecer?”, provocou Rui Costa Pimenta.

Uma lição marxista foi dada por Rui quando disse, ainda sobre o assunto da obrigatoriedade da vacina, que é inútil tentar mudar a opinião de uma pessoa pela força. “Toda luta política deve partir do princípio do respeito àquela opinião, mesmo que você seja profundamente contra aquele opinião. Você teria que convencer a pessoa com argumento e fatos e não na base do chicote. Isso é uma coisa muito básica de qualquer política popular. Eu realmente não entendo aonde que a esquerda quer chegar com isso. É uma esquerda muito autoritária. Não vai dar certo”, diz taxativamente Rui.

Rui foi enfático ao questionar a “ciência”, que foi defendida em comentários dos espectadores como sendo confiável, estando, portanto, acima de qualquer crítica. Rui disse que essa tal ciência se trata de pessoas que estão diretamente ligadas a influência política e econômica. Que nenhuma pessoa com diploma algum estaria isento da influência dos monopólios e interesses econômicos e políticos. Rui afirmou que há vários exemplos de medicamentos que causaram graves transtornos a populações inteiras e reafirmou que a população não deve ser tratada na base do chicote.

Ao ser questionado por Attuch sobre a importância da eleição para presidência da Câmara e sobre a posição correta da esquerda nessa eleição, Rui afirmou que os governos do PT cometeram pecados capitais. Ao invés de trabalhar para criar um regime político onde as propostas do seu partido pudessem ser realizadas, o PT procurou se adaptar à situação tal como ela é.

“O PT não lutou por nenhuma transformação significativa do regime político enquanto foi governo. Não fizeram nada com os meios de comunicação, não fizeram nada com relação à lei eleitoral – que no Brasil é completamente anti-democrática –, não fizeram nada em relação ao funcionamento do Congresso e do STF. Eles aceitaram toda essa estrutura totalmente anti-popular como uma coisa dada”, disse Rui.

Sobre as eleições na Câmara estarem ligadas à possibilidade da garantia dos direitos políticos de Lula, Rui foi taxativo ao afirmar que esperar que o sistema devolva os direitos políticos de Lula é uma utopia. Rui defendeu que a única solução é uma mobilização popular organizada. A grande questão levantada por Rui é que a esquerda parlamentar, que tem uma política de conciliação e acordos, leva a população a acreditar que os políticos e partidos são todos iguais, o que só atrapalha a organização de uma mobilização. É preciso, portanto, uma demarcação política clara da esquerda contra a direita, e não o apoio a Dória contra Bolsonaro ou a votação a um candidato direitista na Câmara, por exemplo. A população fica sem saber para onde correr, já que a esquerda se mostra amiga da direita.

Esse é apenas um resumo do programa que pode ser visto na íntegra no canal da COTV. O programa na íntegra se encontra no vídeo abaixo. Se ainda não assistiu, não perca!

 

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