“A alegria de um povo”
Teimosia da esquerda em continuar demonstrando fraqueza e medo é uma ameaça à população, que se encontra entre pandemia, fome e fascismo. É preciso mobilizar pelo Fora Bolsonaro
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Ueslei Marcelino/Reuters
Jornalista já estava caído quando foi agredido.Foto: Ueslei Marcelino/Reuters |

Dois dias após as direções da esquerda brasileira renunciarem a uma tradição centenária e não realizarem ato de 1º de maio, dia internacional da luta dos trabalhadores, a extrema-direita ocupou o canteiro central entre os prédios da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com o chamado “Acampamento dos 300”. Reunindo a elite do esgoto nacional, os bolsonaristas presentes celebraram um ato no próprio domingo, contando com a presença de Jair Bolsonaro. Aproveitando o clima de euforia, derrubaram o fotógrafo Dida Sampaio da escada onde o jornalista se postou para tirar fotos, desferindo pontapés contra o homem caído, que ainda descreveu um “corredor polonês” ao se retirar do local, onde teria sofrido socos e chutes. Comentando o caso, Bolsonaro disse não ter visto agressão, “apenas assisti a alegria de um povo.” O motorista que dava apoio ao jornalista, ambos funcionários do Estadão, também fora agredido.

Esse caso, todos sabem, não é o único. Não faz muitos dias que uma senhora foi agredida, junto com um homem que a acompanhava ao passar por um ato bolsonarista em Porto Alegre. O que precisa ser esclarecido é o incentivo que a esquerda presta ao aderir de maneira acrítica aos ditames da burguesia. Sobre o acampamento, a esquerda pequeno-burguesa, em um momento muito destacado de verdadeira esquizofrenia política, observou que todas as barracas eram iguais, esquecendo o motivo delas estarem na Esplanada, justamente a defesa de um desfecho para a crise política que impusesse o bolsonarismo pela força.

Nesse sentido, é ainda mais emblemático a declaração das lideranças do movimento, captadas pela jornalista Jessica Almeida, infiltrada no grupo, de que a brutalidade demonstrada naquele domingo era apenas o começo” do que estava por vir, com a perspectiva de começarem a concretizar uma promessa de campanha feita por Bolsonaro e tratada como besteira eleitoreira: o massacre contra a esquerda. A jornalista destaca ainda que o tema do extermínio da esquerda, como não poderia deixar de ser, é recorrente no grupo.

Fica evidente, de maneira cada vez mais dramática, que, ao fugir das ruas, da sociedade, de suas obrigações políticas enfim, a ponto inclusive de renunciar à defesa de posições históricas como o ato de 1º de maio, as direção da esquerda se mostram abaixo das tarefas históricas deste momento de vertiginoso aprofundamento da luta de classes. Incapaz de se orientar pelos interesses da classe trabalhadora, dependente da burguesia e sensível a sua propaganda, essas direções colecionam capitulações, quando não verdadeiras traições como o vergonhoso primeiro de maio virtual com os piores inimigos da classe trabalhadora brasileira.

As organizações da esquerda precisam sair de seu comodismo suicida e trabalhar pela mobilização popular. Mais do que conciliações absurdas e acordos de gabinete, o que os trabalhadores e o conjunto da população ameaçada precisam é de orientação própria ao seus interesses, contrários por definição aos dos inimigos do povo. Se acovardar neste momento e abandonar o povo, é entregar a cabeça dos trabalhadores e a população pobre numa bandeja de prata aos golpistas, civilizados ou não.

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