Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
BRAZIL-ELECTION-CAMPAIGN-BOLSONARO-ATTACK
|

O suposto atentado contra candidato fascista, Jair Bolsonaro, de um determinado modo, serviu para desmascarar completamente os moralistas pequeno-burgueses da esquerda nacional e seu compromisso para com a sociedade capitalista liberal. Demonstram que estão na contramão das necessidades políticas da classe operária brasileira no período atual.

O ataque contra o fascista é expressão da polarização política nacional, ou seja, do deslocamento das massas populares para a esquerda. Diante da investida violenta da burguesia golpista contra o povo, derrubando um governo eleito, colocando o principal líder popular na cadeia, destruindo a economia nacional etc., e da ausência de um movimento unificado de toda a esquerda e dos trabalhadores, pela frouxidão da esquerda na luta contra o golpe, o sentimento anti-golpista crescente na população, expresso na candidatura do ex-presidente Lula, acaba transbordando em ações individuais inócuas e desesperada como esta. Quer dizer, a ação isolada de um indivíduo oprimido contra um represente do sistema monstruoso que burguesia estabeleceu no país.  

A burguesia como classe consciente de seus interesses sabe que a polarização política existente é profundamente desfavorável a si. Por isso, prontamente, após o suposto atentado, saiu em defesa da “democracia”, da normalidade institucional, da moral democrática etc., logicamente, não por ideologia, mas por necessidade prática: o acirramento da luta de classes latente no Brasil é um perigo a implementação de sua política e até mesmo, no limite, a sua dominação de classe.

A esquerda pequeno burguesa, em seu seguidismo tradicional, converteu a orientação política da burguesia, de pacificação das massas diante do golpe, para uma linguagem esquerdista. A esquerda em geral repudiou o atentado e seu autor, exigindo pronta investigação e punição, e até mesmo o pronto restabelecimento do fascista. Não ao ódio! o ódio não pode substituir o debate político e programático! a violência e o ódio não servem ao Brasil! Brada a esquerda nacional contra a polarização política crescente.

São muitas e absurdas as declarações, destaquemos alguma. O Psol em nota da executiva Nacional afirmou que:

“A agressão sofrida pelo candidato do PSL, Jair Bolsonaro, configura um grave atentado à normalidade democrática e ao processo eleitoral. Nosso partido tem denunciado a escalada de violência e intolerância que contaminaram o ambiente político nos últimos anos. Por isso, não podemos nos calar diante deste fato grave”.

Guilherme Boulos, candidato à presidência pelo Psol também se manifestou:  

“Soube agora do que ocorreu com Bolsonaro em Minas. A violência não se justifica, não pode tomar o lugar do debate político. Repudiamos toda e qualquer ação de ódio e cobramos investigação sobre o fato”.

O PCB, Partido sem expressão política e aliado do Psol também saiu em defesa do debate político e contra o “ódio” e a “intolerância”. Manuela D’ávila do PC do B também bem afirmou: A violência e o ódio não servem para o Brasil e nosso povo”.

Por sua  vez, Fernando Haddad do PT também se manifestou equivocadamente:“Repudio totalmente qualquer ato de violência e desejo pronto restabelecimento a Jair Bolsonaro”. Essas são apenas algumas declarações, muitas outras houveram.

O cinismo desta afirmações é atroz, o Psol, inacreditavelmente, quer contrapor à violência contra Bolsonaro à normalidade democrática, ora, o país vive um golpe Estado profundamente violento, em que os direitos democráticos são pisoteados diariamente, em que a repressão e a violência da direita contra a população aumentam enormemente. É como se dissessem e endossassem a tese de que só é legítimo a violência do Estado, dos poderosos contra o povo, dos oprimidos contra poderosos não é permitido.

Sob a aparência de uma campanha contra o ódio, o que de fato fazem é campanha pela passividade das massas exploradas e oprimidas para que manifestem sua revolta única e exclusivamente nas urnas. É a defesa dos princípios elementares do regime de dominação burguês.

A esquerda não deve solidarizar-se com Bolsonaro

Bolsonaro é  inimigo mortal dos Trabalhadores, é defensor da ditadura, da tortura, do esmagamento do povo para atender os interesses dos capitalistas. O povo trabalhador, o conjunto dos oprimidos e explorados do país não deve a mínima solidariedade a este fascista, ante, deve combater intransigentemente, a ele seus asseclas.

A ação violenta de Bolsonaro contra população, sua defesa da ditadura, a qual estamos ameaçados constantemente, da tortura contra a esquerda e o povo, seus ataques aos negros, às mulheres, LGBTS etc., despertam o ódio de esmagadora maioria da população, atestada, inclusive nos índices de rejeição deste candidato nas pesquisas da própria burguesia.

Diferentemente do que defende a esquerda-pequeno burguesa, que quer prender a luta dos trabalhadores nos limites da institucionalidade burguesa, o ódio do povo a Bolsonaro e aos golpistas em geral é absolutamente legítimo. Quem pode obrigar o povo a amar, a tolerar seus algozes? É absurdo. O ódio não só é legítimo como uma arma na luta tenaz dos oprimidos contra os opressores, e sempre foi.

A facada em Bolsonaro resulta dos constantes ataques deste fascista contra os trabalhadores, uma reação a violência deste. Evidentemente, que como método político, este ataque não é defensável, ainda que compreensível, uma vez que não resolve em absoluto o problema do Golpe e da opressão contra os trabalhadores.

O método de luta correto é o de mobilização e organização das massas populares para lutar contra o golpe e contra a burguesia golpista, sem prender-se nos limites da institucionalidade, é mobilizar e organizar os trabalhadores para derrotar o golpe pelos meios que forem necessários e em defesa dos direitos democráticos do povo. É essa a nossa tarefa.  

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas