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São Paulo: vermelho marcou presença em ato por “Fora Bolsonaro”

O povo se revolta

A esquerda não deve condenar a violência popular

A população tem o direito de se manifestar da maneira que achar que é preciso

Manifestantes se enfrentam com a polícia – Foto: Reprodução

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Dezenas de manifestantes perderam a esportiva e reagiram à intensa repressão policial no final do ato do último sábado (03) em São Paulo pelo Fora Bolsonaro.

Quando os militantes e ativistas de esquerda, trabalhadores, estudantes, mulheres, idosos e mesmo crianças desciam a Rua da Consolação, foram atacados covardemente pela Polícia Militar do governador João Doria (PSDB).

Após esse ataque, houve um outro ataque, próximo à estação Higienópolis-Mackenzie do Metrô. Os manifestantes, particularmente os jovens, reagiram. Paus, pedras, garrafas foram jogadas contra os agentes repressores.

A reação foi totalmente legítima. O povo, principalmente os jovens, não aguenta mais a humilhação e a opressão que está sofrendo. O Estado retira todos os direitos do povo. Morrem 500 mil brasileiros, todo o mundo tem algum conhecido ou parente que padeceu na pandemia. Cerca de 120 milhões de pessoas correm o risco de morrer de fome. O povo pede pão, pede vacina, pede emprego. O Estado os recebe com bala.

Assim como em 2013, muitos manifestantes – alguns anarquistas, outros independentes, outros avulsos – cobriram o rosto para se proteger da perseguição e do gás lacrimogêneo no confronto com a PM. Alguns são adeptos da tática black bloc, de ação direta contra a repressão.

Para além da repressão policial, a imprensa golpista e a direita de conjunto, incluindo a extrema-direita, iniciaram uma forte campanha de incriminação contra esses manifestantes. Acusações de vândalos, bandidos, criminosos etc foram despejadas pela direita e ganharam apoio de uma parte da esquerda pequeno-burguesa, que não passa de uma correia de transmissão da burguesia.

Ou seja, a esquerda se uniu à direita e à extrema-direita na condenação e tentativa de incriminar manifestantes de esquerda, trabalhadores, estudantes e mulheres que foram reprimidos pela PM do PSDB e reagiram. É importante ressaltar que qualquer reação do oprimido é uma reação desproporcional à violência do opressor, que tem todo o aparato bélico do Estado.

Na América Latina estamos vendo uma insurreição popular que, em alguns casos, assume características revolucionárias. No Chile, na Colômbia, no Equador, no Paraguai o povo saiu às ruas e se enfrentou com a repressão, se enfrentou com a direita e com os governos. Esse enfrentamento foi violento. Os chilenos incendiaram um prédio da Enel, os colombianos tombaram tanques do exército e os paraguaios atearam fogo na sede do PSDB paraguaio, o Partido Colorado. Estavam errados?

A esquerda precisa deixar de servir de correia de transmissão da propaganda reacionária da burguesia e da extrema-direita. Porque, neste momento, ela está fazendo coro com o bolsonarismo em seus ataques contra os manifestantes.

É preciso largar a defesa da direita e defender o povo que está na rua. E o povo tem o direito de se manifestar da maneira que quiser. A esquerda, que defende os interesses do povo, não deve exigir que o povo reprima sua revolta. Pelo contrário, deve incentivar que o povo expresse sua revolta. E é a revolta do povo a única arma para derrotar a direita e derrubar Jair Bolsonaro e todo o seu governo, derrubar todo o regime golpista dos fascistas e do PSDB.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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