“Socialistas” golpistas
Depois de apoiar o golpe de Estado, votar as “reformas” contra o trabalhadores e “fechar” com FHC e Rede Globo, partido divulga nota para condenar mobilização contra o governo
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Para Carlos Siqueira, a última pesquisa do Datafolha mostrou um certo grau de indefinição
O presidente do PSB, Carlos Siqueira | Foto: reprodução

Em nota oficial, assinada pelo seu presidente, Carlos Siqueira, e intitulada “Ainda não é hora de tomar as ruas“, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) resolveu condenar os protestos marcados para o próximo domingo contra o presidente ilegítimo, Jair Bolsonaro, e chamar seus afiliados e apoiadores a não participem das manifestações, programadas para dezenas de  cidades.

Foto: Beto Barata / Presidência da República
Deputados Paulo Câmara, líder do PSB, com Temer, após apoiar o impeachment de Dilma

O partido que é um dos principais articuladores do Manifesto “Juntos” divulgado no último fim de semana com amplo apoio da imprensa golpista, adota a decisão depois de se juntar a lideres da direita golpista, como o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, funcionários da Globo, como Luciano Huck, Demetrio Magnoli, Reale Junior e outros para defender que nada se faça pelo fim do governo Bolsonaro e seguir apoiando sua politica neoliberal de ataques aos trabalhadores e “socorro” aos bancos e grandes capitalistas.

Reafirmando a disposição do PSB e da frente ampla de não mover uma palha em contra o governo a Nota do PSB, chama os militantes a ficar em casa. e não fazer absolutamente nada:

o Partido Socialista Brasileiro – PSB CONCLAMA os militantes dos movimentos populares e a população em geral a preservar a devida prudência e sugere que, até que as condições políticas estejam mais maduras, as manifestações em favor da democracia se mantenham no ambiente virtual, que tem sido até aqui o principal e mais efetivo veículo para a mobilização dos democratas“.

Ou seja, propõe que se faça aquilo que garantiu que o governo Bolsonaro, de “mãos dadas” com os governos estaduais, organizasse a matança de mais de 35 mil brasileiros, alem de expandir a fome e o desemprego para dezenas de milhões de pessoas.

Cinicamente, a direção do PSB usa como pretexto a pandemia, cujos resultados desastrosos só podem ser contidos se o governo genocida de Bolsonaro e de todos os golpistas for paralisado:

Não estamos, no entanto, em um momento normal para tais manifestações, sendo necessário ponderar suas consequências. Inicialmente, não se pode afastar as limitações sanitárias impostas pelo momento agudo de disseminação do novo coronavírus no Brasil. Realizar grandes aglomerações deve piorar a progressão da doença, algo preocupante diante da flagrante fragilidade da atenção à saúde.

A nota é parte da campanha da frente ampla e da direita bolsonaristas contra as manifestações que estão se ampliando e devem levar milhares de pessoas às ruas no próximo domingo.

Na mesma direção do PSB, os líderes direitistas dos partidos de esquerda no Senado, assinaram Nota conjunta, inclusive com partidos da direita golpista, do “centrão”. contra o ato. A nota foi assinada por líderes do Rede, PT, PSB, PDT, Cidadania e PSD  e divulgada na última quinta-feira (dia 4).

A nota dos “ilustres” senadores tem a pretensão de

desencorajar os brasileiros que, acertadamente, fazem oposição ao Sr. Jair Bolsonaro a irem às ruas nesse próximo domingo“.

Mostrando o caráter reacionário e fraudulento da campanha,  pelo PT, assinou o documento o senador Jaques Wagner (BA), que sequer é o líder oficial do partido (é vice-líder) e foi desautorizado no dia seguinte por documento oficial da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann e por Enio Verri,  líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados e Rogério Carvalho, líder da bancada do PT no Senado Federal.

Leia a íntegra da nota do PT:


“A DEMOCRACIA NÃO PODE SER INTIMIDADA
As manifestações pacíficas de rua contra Bolsonaro e o fascismo são o fato novo na luta pela democracia e pela vida no Brasil. São ações legítimas, protegidas pelo Artigo 5º. Da Constituição, que garante de forma expressa o direito às liberdades de expressão, reunião e de associação.

Considerando as condições impostas pela pandemia, recomendamos que os participantes das manifestações observem da melhor maneira possível, as medidas recomendadas pela OMS, como uso de máscaras e o distanciamento social.
Os militantes democráticos que participam destes atos devem também resistir às provocações e isolar os infiltrados, que já vêm agindo para tentar desvirtuar o caráter das manifestações e dar pretexto à repressão e ao discurso de fechamento do regime.

Nós, do Partido dos Trabalhadores, somos solidários aos que participam destes atos e sofrem os ataques da repressão e de provocadores. A tentativa de criminalização dos movimentos sociais e populares e das manifestações democráticas visa a naturalizar o projeto neofascista e autoritário do atual governo, contrário aos interesses nacionais e aos direitos do povo.

Reafirmamos nosso compromisso com a Democracia, com a Constituição e as instituições democráticas, ao mesmo tempo em que repudiamos de forma veemente toda e qualquer iniciativa voltada a criminalizar, reprimir, intimidar ou manipular os reais objetivos de movimentos e manifestações pacíficas e em defesa da democracia no Brasil.

Não aceitaremos que a Democracia seja intimidada!
Brasília, 04 de junho de 2020.
Gleisi Hoffmann – Presidenta Nacional do PT
Enio Verri – Líder da Bancada do PT na Câmara dos Deputados
Rogério Carvalho – Líder da Bancada do PT no Senado Federal”

 

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