Covardia e capitulação
Uma política de conciliação de classes que vai levar a esquerda à derrota
BRASILIA, DF,  BRASIL,  21-02-2017, 12h00: Sabatina do ministro licenciado da Justiça e indicado ao STF Alexandre de Moraes, na CCJ do senado federal. O senador Edison Lobão (PMDB-MA) preside a sessão e o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) relata a indicação. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
A fé no STF e na direita | Arquivo
BRASILIA, DF,  BRASIL,  21-02-2017, 12h00: Sabatina do ministro licenciado da Justiça e indicado ao STF Alexandre de Moraes, na CCJ do senado federal. O senador Edison Lobão (PMDB-MA) preside a sessão e o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) relata a indicação. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
A fé no STF e na direita | Arquivo

O caso da prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira expôs novamente algo sobre a esquerda pequeno-burguesa. Ela vem a cada dia que passa numa maior integração ao regime político da burguesia golpista.

Os que defenderam o STF no caso, um abuso de poder absurdo contra o povo, são os mesmos que vêm seguidamente defendendo que a saída para o País é uma aliança com a direita.

Eles acreditam que será a burguesia que irá salvá-los do fascismo, não qualquer burguesia, o que já seria absurdo, mas o imperialismo. Esses setores se escondem embaixo da saia da burguesia como uma criança covarde com medo se esconde embaixo da saia da mãe.

É a mesma esquerda que defende a frente ampla, a aliança com a direita golpista para supostamente derrotar Bolsonaro. Não há dúvida nenhuma que apoiar isso é uma política covarde. Eles não estão dispostos a enfrentar a extrema-direita.

Eles se recusam a enfrentar a extrema-direita nas ruas. Eles não são favoráveis à campanha pelo fora Bolsonaro.

Não é uma política de enfrentamento, mas de capitulação diante da extrema-direita. Aplaudem quando a burguesia, que é patrona do fascismo, ataca o fascismo por alguma disputa eleitoral. Mas se recusam a adotar qualquer política independente de luta contra o fascismo.

A burguesia começou a falar de impeachment, essa esquerda foi atrás, quando a burguesia parou de falar em impeachment, a esquerda parou de falar. O que mostra que a direita tradicional não tem interesse em derrubar Bolsonaro, mas procura controlá-lo e fazer uma política para as eleições.

Essa esquerda quer que a direita lute contra a fascismo, que a Globo, o STF, o FHC, o Doria etc lutem contra o fascismo. Se encontrasse alguma manifestação das Forças Armadas contra Bolsonaro, também apoiaria os generais.

Na realidade, essa esquerda está esperando que os principais responsáveis por Bolsonaro e o fascismo combatam o fascismo, o que só pode resultar em uma derrota para todo o movimento popular.

Já estabelecerem que mobilizar o povo contra o fascismo está fora de cogitação. Tem que se esconder debaixo da saia da burguesia. Uma política de derrota, uma política de colaboração de classes no sentido mais profundo da palavra. Essa esquerda abandonou completamente qualquer independência política.

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