Resposta deve ser à altura
Onda de ataques deve enfrentar ampla retaliação por parte das organizações dos trabalhadores, que serão atingidos com mais violência se o regime não for enfrentado
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Foto: Reprodução/Carlos H.
Sede do jornal O Paiz, vítima de um empastelamento nos anos 1930. Método fascista tradicional | Foto: Reprodução/Carlos H.

Após o ataque ocorrido em 18 de julho, o sítio do Diário Causa Operária voltou a ser alvo de um empastelamento digital, desta vez, com o método DDOS (Negação de serviços distribuído, na sigla em inglês), que não consiste em invadir mas sobrecarregar o servidor que hospeda o jornal, forma que também atingiu o sítio Ponte Jornalismo no último sábado (22). Além de hackers, outro ataque à imprensa foi sofrido pelo sítio Nova Democracia, que saiu do ar após uma invasão ao prédio onde se encontra a redação danificar a infraestrutura necessária para manter o sítio no ar. Segundo levantamento divulgado pelo Brasil de Fato, entre os dias 19 e 22 de agosto o Brasil sofreu mais de 20 mil ataques cibernéticos.

A sincronia no tempo e os alvos deixam evidente que estes ataques não se devem a adolescentes entediados mas obedecem uma articulação maior, organizada, envolvendo invasões virtuais e físicas, além dos ataques DDOS, que requerem uma elaborada infraestrutura capaz de disparar requisições massivas a ponto de sobrecarregar servidores.

Conforme antecipado por este Diário, o empastelamento não era uma ameaça que se restringia ao DCO mas a toda imprensa de esquerda ou que tivesse uma postura minimamente crítica ao regime golpista de Jair Bolsonaro, eleito em meio ao processo eleitoral fraudulento de 2018, que entre outras aberrações menores, tirou do pleito o ex-presidente Lula, apoiado pela população e com chances de vitória ainda no primeiro turno.

Fica claro que um processo político desta natureza, com a burguesia disposta a derrubar uma presidenta legitimamente eleita e fraudar eleições para impor um candidato que lhes atendesse, era questão de tempo até a direita passar ao empastelamento como forma de estabilizar a situação no País.

Muito popular na Ditadura Militar (1964-1985), o ataque à imprensa é um método de luta tradicional da direita, que recorre aos seus elementos mais extremistas para silenciar as vozes opositoras mais organizadas. E assim, através da destruição e da intimidação, buscam garantir um mínimo de estabilidade a um regime em crise.

Os novos casos de empastelamento reforçam uma das principais premissas da campanha de solidariedade ao DCO, o de chamar a atenção da esquerda para o problema da nova ofensiva da direita, que segue o método batizado pelo general Mourão de “aproximações sucessivas”.

A esquerda precisa responder esta agressão à altura, dado que nenhuma dúvida resta quanto ao caráter fascista dos ataques contra órgãos de imprensa de esquerda, o que implica no envolvimento direto do regime golpista. É preciso combater energicamente a direita, valendo-se de todos os meios necessários para tal. O fracasso das organizações de luta dos trabalhadores em enfrentar a burguesia de maneira efetiva, inevitavelmente produzirá uma escalada de violência, que se voltará contra a esquerda e, principalmente, os trabalhadores.

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