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Cesare Battisti foi sumariamente extraditado pelo governo da Bolívia. Sua extradição foi arbitrária, sem qualquer processo de julgamento, direito a defesa e a expor seus motivos, sem ter seu pedido de asilo político atendido – na verdade, foi ignorado. Poucas horas após ter sido detido pela polícia boliviana, o ativista italiano foi colocado em um avião e direcionado para as masmorras da Sardenha.

A facilidade da extradição abriu uma grande suspeita sobre os motivos do governo boliviano – um governo de esquerda – não ter feito absolutamente nada para impedir, mesmo que temporariamente, o que aconteceu. Houve uma vergonhosa capitulação para a extrema-direita brasileira e italiana, sob a qual podem estar relacionados os acordos políticos e econômicos da Bolívia com os governos de direita da América Latina e com o imperialismo.

Um indício disso foi a ida de Evo Morales à posse do ilegítimo Jair Bolsonaro, que demonstrou a disposição do presidente boliviano de reconhecer – ao contrário do que fizeram outros governos de esquerda, como os de Cuba e Venezuela – o capacho do imperialismo como governante do Brasil.

Como um governo nacionalista burguês, que busca a todo o momento conciliar com o imperialismo, Morales acredita que, fazendo concessões aos inimigos, terá uma trégua ou será poupado do golpismo. Talvez acredite que o acordo de venda de gás para o Brasil seja renovado com Bolsonaro, ou que o imperialismo impedirá seus fantoches locais de aplicarem um golpe e vencerem as eleições deste ano na Bolívia.

O certo é que a decisão de extraditar Battisti foi um golpe acachapante contra toda a esquerda e os que lutam contra o imperialismo. Sua base social, a militância de seu partido (o MAS – Movimento ao Socialismo), e diversos setores da esquerda boliviana criticaram veementemente essa decisão, que abriu uma crise dentro da esquerda daquele país.

Foi um presente dado por Morales a Bolsonaro e a toda a extrema-direita mundial. Porque, com esse episódio, a extrema-direita se apresenta como toda-poderosa, que tem plenas condições reais de dobrar facilmente qualquer governo da esquerda. Essa decisão apenas fortalece a imagem e a autoconfiança dos grupos e elementos fascistas, mas também demonstra aos setores mais avançados do movimento operário e popular que a esquerda nacionalista não tem condições de levar a cabo um enfrentamento decidido contra a direita e o imperialismo, devido a suas limitações por buscar sempre a conciliação, ao invés de romper qualquer laço com a burguesia para, assim, erguer um verdadeiro governo dos trabalhadores e que atenda somente aos interesses dos trabalhadores e demais classes oprimidas.

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