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As mentiras do imperialismo sobre os protestos em Cuba

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Superfaturamento das eleições

A eleição mais cara da história

As eleições de 2020 dos Estados Unidos são a mais cara da história, mostrando o verdadeiro caráter das eleições, onde "quem dá mais, leva"

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Republicanos e Democratas: a guerra do capital dentro da burguesia – Foto: Reprodução

As eleições federais nos Estados Unidos, o coração do imperialismo, devem ser as mais caras da história. Segundo estimativas do Center for Responsive Politics, organização que monitora o dinheiro na política, as eleições de 2020 devem chegar ao custo de US$ 14 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 79,9 bilhões.

As disputas eleitorais no capitalismo são regadas a muito dinheiro, principalmente quando se trata de partidos centrais da burguesia. Se em países como o Brasil já observamos a influência do capital imperialista, isso  não seria diferente na nação mais imperialista do mundo. As eleições nos Estados Unidos sempre foram alvo de muita especulação e de muitas doações de dinheiro, justamente pelos interesses envolvidos dos grandes capitalistas e do mercado financeiro. Mas, em 2020, outros fatores também influenciaram para que a eleição se tornassem a mais cara da história, pois estas eleições estão marcadas pela grande polarização que há dentro do país além da crise econômica ao qual está cada vez mais acirrada no capitalismo, transformando as eleições em um ambiente ainda mais disputado como já é rotineiramente. Isso pode ser observado com os próprios resultados das eleições, mesmo que ainda sob suspeitas de fraude, tanto as cadeiras do senado e dos deputados quanto do presidente foram alvos de uma verdadeira guerra capitalista, com pouquíssimas diferenças de votos, ou outros cenários em que houve um verdadeiro esforço para se conseguir a vitória, mas nem todo o dinheiro gasto foi o suficiente.

Tanto democratas quanto republicanos receberam bilhões em doações, além dos gastos tirados dos seus próprios bolsos. Juntando as doações que recebeu diretamente e as que foram direcionadas ao partido democrata, Joe Biden deve se tornar o primeiro candidato na história a receber mais de um bilhão de dólares em doações. Enquanto isso, Donald Trump, do Partido Republicano, arrecadou meio bilhão de dólares.

Já no senado, as disputas deixaram os Democratas no prejuízo. Na Carolina do Sul, o candidato democrata Jaime Harrison investiu massivamente em sua campanha, onde foram gastos mais de US$108 milhões, mas não foram suficientes para derrotar Lindsey Graham, candidato do partido Republicano.  Outra derrota extremamente amarga e cara veio do estado de Kentucky, onde Amy McGrath, do partido Democrata, gastou mais de US$ 88 milhões, porém não conseguiu derrotar Mitch McConnell, republicano que está no senado há 45 anos. Na Carolina do Norte, a disputa foi a mais cara de todas, onde somando as candidaturas do republicano Thom Tillis e do democrata Cal Cunningham chegou-se aos gastos de US$ 265 milhões. Em Iowa, a segunda mais cara, Joni Ernst e Theresa Greenfield gastaram US$ 218 milhões.

Os gastos cada vez mais exagerados nas eleições norte americanas começaram já mesmo nas primárias, onde Michael Bloomberg, um dos capitalistas mais ricos do mundo, gastou mais de US$ 550 milhões em sua campanha, mas depois acabou cedendo para a candidatura de Joe Biden e gastando ainda mais dinheiro para apoiá-lo. O partido Democrata foi o que mais recebeu doações e o que mais gastou em suas campanhas eleitorais, e isso se deve ao fato de que o partido e especialmente Joe Biden e Kamala Harris representam os interesses mais poderosos das alas da burguesia estadunidense, como a indústria bélica, o mercado financeiro, enfim, todo o mercado em escala global, o típico mercado do imperialismo e dos Estados Unidos.

A grande polarização nos Estados Unidos foi ainda mais impulsionada em 2020, onde o País ainda se encontra em um clima instável decorrente das crise que levou ao “trupismo”, além da crise intensificada pelos protestos que ocorrem desde o começo do ano no país, isso fez com que a disputa eleitoral fosse ainda mais conflituosa e gerasse ainda mais crise no país. Além disso, o medo de que Donald Trump continuasse no poder levou democratas e capitalistas internacionais a investirem ainda mais em suas campanhas contra o governo Trump.

As eleições de 2020 nos Estados Unidos mostram a verdadeira decadência imperialista. O partido democrata é o partido que representa verdadeiramente os interesses imperialistas e o neoliberalismo, e mesmo com quantias tão elevadas de doações e gastos, a disputa foi acirrada e Donald Trump, antes colocado pela grande imprensa burguesa, apoiadora de Biden, como um candidato isolado, sem apoio, e muito longe da reeleição, chegou bem próximo da vitória-  inclusive a sua derrota ainda é muito questionada pelo republicano, que já entrou com recursos na justiça por fraude eleitoral – mais precisamente uma diferença de 4 milhões de votos para Biden. Isso acontece justamente por muitos votos de Donald Trump serem uma forma de protesto contra as políticas neoliberais e imperialistas.

Antes de democratas e republicanos, a disputa eleitoral dos Estados Unidos é uma disputa do capitalismo e da burguesia, onde alas diferentes de uma mesma classe colocam os seus interesses em disputa, custe o que custar, doa a quem doer, onde aqueles que possuem maior apoio dos aparatos burgueses e mais dinheiro, levam para si o controle da economia mundial.

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