A eleição aumenta o poder dos juízes de decidirem o destino do país

As eleições deste ano não poderiam ser mais impopulares e farsescas. Sem chances de ganhar do PT com base no voto livre e espontâneo da população, os candidatos de direita estão recorrendo cada vez mais a ações judiciais e tudo quanto é tipo de método golpista e antidemocrático para eliminar seus adversários e vencer a disputa na canetada.

Para se ter uma ideia, até o dia 15 de setembro deste ano, o número de impugnações de candidaturas e de pedidos de censura entre candidatos perante os órgãos judiciais aumentou 150% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a quantidade de reclamações envolvendo a imprensa, as redes sociais e a internet cresceu 840%.

Só o candidato fascista Jair Bolsonaro acionou a Justiça 79 vezes, no intuito de calar os concorrentes.

Estas articulações mostram que as eleições de 2018 estão mais comprometidas do que nunca em função de toda esta censura, falta de transparência, e em virtude de todas as manobras judiciais que serviram, e ainda servem, para manter fora da disputa o maior líder popular do país, o ex-presidente Lula, dentre outros diversos políticos indesejados pelo imperialismo.

É necessário esclarecer que o maior princípio das eleições corresponde à soberania popular, realizada somente quando o povo está liberado para decidir e escolher seus representantes, de forma o mais consciente possível. Mas no próximo pleito tudo indica que quem está decidindo e escolhendo os rumos do país são os juízes, o Ministério Público, a Polícia Federal, a imprensa burguesa, que constituem, juntos, o núcleo ditatorial mais nefasto que já existiu no Brasil.

Com o auxílio destas instituições golpistas e impopulares, a burguesia vai se mantendo no poder, fraudando as eleições das mais variadas formas. Somente ao povo cabe se rebelar contra esta situação e se organizar para derrotar a ditadura nas ruas, contra o golpe, pela liberdade de Lula.