Fim da Lava-Jato!
O novo golpe contra Lula da Lava-Jato é uma resposta do imperialismo e da burguesia para a ameaça que é a candidatura de Lula nas eleições de 2022
lula prisão
Lula é o único candidato que pode derrotar a direita; o resto é demagogia! | Foto: Reprodução
lula prisão
Lula é o único candidato que pode derrotar a direita; o resto é demagogia! | Foto: Reprodução

Nessa semana, a Lava Jato moribunda iniciou uma nova ofensiva contra o ex-presidente da república Luís Inácio Lula da Silva. Primeiro, transformou o advogado de Lula, Cristiano Zanin, em réu no Rio de Janeiro, usando das suas táticas fascistas de invasão abrupta de sua residência e também de seu escritório de advocacia, chegando a roubar documentos que servem para a defesa do ex-presidente; como denunciou seus advogados. Nessa segunda-feira (14/9) o braço da operação em Curitiba tornou Lula novamente réu em um processo-farsa.  De essa vez o procurar da República e lava-jatista quer criminalizar supostas doações da Odebrecht ao Instituto Lula.

O marco desse novo golpe da Lava Jato

Essa nova ofensiva, em meio à gigantesca crise da Lava Jato, é uma rápida resposta da burguesia para não aceitar de jeito nenhum a candidatura de Lula. De pronto, a Lava Jato sacou um dos seus vários processos que já estavam engatilhados contra o ex-presidente e utilizou como um contra-ataque ao discurso de Lula no último 7 de setembro. A relação desse novo processo e o discurso de Lula é porque ele se colocou politicamente no centro da situação política, indicando sua candidatura.

Nesse discurso, Lula se colocou como uma arma de mobilização para os trabalhadores e indicou sua candidatura, acertadamente, nas eleições de 2022. Também criticou duramente o imperialismo que é o responsável por coloca-lo na cadeia e tirá-lo do pleito de 2018, causando uma enorme fraude nas eleições e garantindo a vitória a Bolsonaro.

Nada mais evidente que a resposta do imperialismo viria de uma operação orquestrada pelo próprio.

Fim da Lava Jato! Fim de todos os processos contra Lula!

Nesse sentido, fica evidente o papel da Lava Jato:  perseguir Lula, o PT e toda a esquerda para beneficiar e fazer prosseguir o golpe de Estado que iniciaram em 2016 e fazem progredir por métodos arbitrários e ditatoriais até hoje. É claramente uma resposta política, como toda operação é de cunho político, não há nada de “jurídico”, e não passa de uma fraude.

Essa nova ameaça contra Lula deixa isso evidente. É necessário uma campanha democrática exigindo o fim dessa operação golpista que impõe ao País um programa que é um programa alheio aos interesses da população. Tanto política, quanto econômica. Lembrando que a Lava Jato destruiu parte da economia nacional fazendo esse “combate a corrupção”; que é um engana trouxa que serviu esse tempo todo para esfolar os trabalhadores e perseguir uma perseguição política escancarada.

A Frente Ampla é uma manobra para sufocar Lula

Um dos setores que se calam diante do avanço desse verdadeiro fascismo de Estado, que atacam Lula junto com a direita e, em alguns casos mais ardilosos, fingem apoiar mas se aliam com setores que querem ver a esquerda mofar na cadeia, são os setores que defendem a chamada “Frente Ampla”. Que não passa de uma manobra para sufocar o movimento popular e salvaguardar o regime golpista.

Uma boa parte do PSOL acaba por aderir a essa política, como foi o caso de na mesma semana em que esses ataques são desferidos, se encontrar com o golpista Ciro Gomes, que defende a prisão e a proscrição política imposta a Lula. Também o PSOL no RJ está defendendo a candidatura do golpista Eduardo Paes. E o PCdoB está totalmente alinhado com essa política. É preciso denunciar essa manobra para sufocar Lula e a mobilização dos trabalhadores.

Unir a esquerda em torno da candidatura de Lula!

Dado que Lula é a única liderança de esquerda que pode unificar os trabalhadores contra o golpe de Estado, é fundamental que toda esquerda se una, com seu próprio programa, sobre a base da candidatura do ex-presidente em 2022. Pois é a única candidatura que pode modificar a correlação de forçar, que é favorável para a direita nesse momento, e colocar o regime contra a parede pela força da mobilização popular. É preciso um amplo movimento de rua para derrubar Bolsonaro, lutar pela candidatura de Lula e para derrubar o golpe de Estado.

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