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A Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae) informou na terça feira passada (05) que foram encontradas 1.723 pessoas vítimas de exploração de trabalho escravo entre janeiro e dezembro de 2018.

O perfil do escravo moderno no Brasil

– São predominantemente homens (87%) e negros (86%);

– Encontram-se na informalidade (92%)

– Quase metade nunca tiveram carteira assinada (45%);

– Quase metade residentes (48%) e naturais (57%) do Nordeste;

– Baixa escolaridade, apenas 12% concluíram o ensino fundamental.

Desde o reconhecimento do trabalho escravo, ano de 1995, foram libertados 53 mil trabalhadores no Brasil. A maioria dos resgates nos governos petistas, mais de 41 mil, entre 2003 e 2013.

Ruralistas, Bolsonaro e trabalho escravo

Durante a campanha eleitoral, o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro, como parte de sua demagógica defesa da propriedade privada, defendeu o fim da “PEC do trabalho escravo” alegando que há um excesso de fiscalização. Alega ainda, que não há critérios claros e trata-se do mesmo projeto dos comunistas, chamados por ele de ditadores, de acabar com a propriedade privada.

A PEC do Trabalho Escravo ou Emenda Constitucional 81 determina a expropriação de propriedades rurais e urbanas nas quais forem encontradas exploração de trabalho escravo e a sua disponibilização à reforma agrária e programas de habitação popular.

A bancada golpista dos ruralistas conseguiu aprovar, em 2017, uma portaria que descaracterizava o conceito de trabalho escravo de maneira a inviabilizar a fiscalização. Diante da grande repercussão popular, o ex presidente golpista Michel Temer voltou atrás e revogou a portaria.

O projeto do governo golpista de Bolsonaro busca, na verdade, mitigar as punições contra quem seja flagrado explorando trabalho escravo. Ou seja, é o projeto da direita golpista e do imperialismo restabelecer o trabalho escravo. Novamente, as vítimas são os negros. A depender da direita, na prática, como no século XIX, o Brasil viverá outro período de escravidão dos negros.

O movimento negro deve se levantar, chamar todos as organizações populares e a sociedade em geral para lutar. É preciso denunciar fortemente os escravagistas modernos e lutar pelo fim do governo do grande capitão do mato, Jair Bolsonaro, antes que todo povo negro seja mandado de volta à senzala. Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

 

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