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Rio de Janeiro RJ 29 11 2018 O presidente eleito Jair Bolsonaro participa da formatura e diplomação de militares na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, na Vila Militar em Deodoro, no Rio de Janeiro.Fernando Frazão/Agencia Brasil
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Podemos perceber que existe uma intensa luta política no interior desse governo golpista e que existem quatro segmentos da burguesia que estão nesse conflito. Podemos classificar esses segmentos como militares, olavetes, evangélicos e família Bolsonaro.

Um exemplo claro disso é que recentemente Bolsonaro incitou seus seguidores a atacarem o vice Mourão. O general é uma figura que está atrás do trono de Bolsonaro sendo uma ameaça para esse governo que está debilitado.

Sergio Etchegoyen, que foi chefe do Gabinete de Segurança Institucional de Temer, declarou que “é mais perigoso do que divertido zombar do Mourão.” O tio e o pai de Etchegoyen  estavam na Comissão da Verdade como torturadores e foi chefe da GSI (Gabinete de Segurança Nacional). Por esses fatores a declaração de Etchegoyen são um tanto assombrosas para os que dentro do regime político estão contra os militares.

Após essa declaração de Etchegoyen a situação acalmou um pouco. Bolsonaro até chegou a colocar a público que algumas declarações de Olavo de Carvalho não contribuem para a unidade do governo. Mas essa luta continua nas entranhas do governo. Como por exemplo a luta da Lava Jato, que é um setor bolsonarista e os setores tradicionais da burguesia que é retratada dentro do STF. Este está tentando retirar os poderes da Lava Jato que  se torna cada vez mais excessivo do regime político.

O último episódio dessa luta foi representado com a declaração de Bolsonaro, onde ele ameaçou retirar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras)  do Ministério da Justiça, ou seja, das mãos de Sergio Moro. Foi através do Coaf que foi feito um levantamento nas contas do ministro Gilmar Mendes que poderia se transformar em um processo.

Ficam delineado dois campos de luta, de um lado os setores ligados ao imperialismo que seria a extrema-direita bolsonarista acompanhado dos evangélicos e olavistas. E do outro lados os militares e integrantes dos partidos tradicionais e um setor do STF.

O que está acontecendo é é um conflito entre setores da burguesia que deram o golpe de 2016 . O sentido do conflito é a disputa pelo poder entre esses setores. Os setores da burguesia não querem entregar o governo aos bolsonaristas, querem que o governo se dedique a uma implementação a uma política neoliberal.

O governo Bolsonaro tem um drama de que não consiga fazer um bloco unitário que traga um determinado programa.  Há um setor importante da burguesia que não quer uma entrega radical do país para o imperialismo, porque teme uma mobilização das massas.

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