A direita acaba com a educação e a ciência: governo neoliberal de Zema (MG) suspende bolsas de pesquisa

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A política da direita é desprezar a pesquisa científica brasileira. Exemplo, nas últimas duas décadas percebemos que a Universidade de São Paulo foi profundamente sucateada pelos governos do PSDB. A universidade paulista, USP, que ocupava o topo do ranking na produção do conhecimento latino-americano teve queda significativa ao longo dos anos. Desde 2012 a USP caiu quase 100 posições no ranking de avaliação de universidades feito pela (THE), Times Higher Education.
O golpismo que elegeu figuras como Olavo de Carvalho um dos grandes filósofos brasileiros, um Youtuber que vende cursos por internet e que nunca dialogou nada que não fosse da sua própria conveniência e tem uma longa sessão de gafes e absurdos sem nenhuma conexão com a realidade registrados no próprio YouTube. agência que administra a verba. Em documento publicado em 1º de agosto, alerta ao Ministro da Educação, Rossieli Soares, que a partir de agosto de 2019 todas as bolsas não seriam mais pagas: os 93 mil estudantes de pós-graduação – mestrados, doutorados e pós-doutorados, e os 105 mil bolsistas de formação de professores ficarão sem o recursos.
A direita vem intensificando os ataques nas pesquisa, aponta Ildeu Moreira, presidente da Sociedade Brasileira de Progresso da Ciência (SBPC). Países desenvolvidos investem em média 3% de seu PIB em ciência e tecnologia. O Brasil investe apenas 1%. “Nas grandes universidades do mundo, todas têm participação de recursos públicos”, defende. A SBPC alertas há tempo sobre os cortes orçamentários.
Os pós-graduandos requerem dados sobre o impacto do corte na pesquisa científica. O biólogo Rógean Vinicius Santos Soares, integrante da diretoria da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), explica que os estudantes são obrigados a se dedicar exclusivamente a os estudos, ou seja, o corte das bolsas vai inviabilizar a sobrevivência de inúmeros pesquisadores.
A diminuição da verba tem relação com a PEC do Teto de Gastos, a Proposta de Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos os investimentos em saúde e educação. O Ministério da Educação anuncia que os cortes previstos não devem se concretizar, quem acredita?
Em Minas Gerais, o atual governo cortou as suas bolsas de iniciação científica e suspendeu a concessão de bolsas de pós-graduação, assim como a publicação de editais para projetos de pesquisa.
O governo de Minas Gerais não fez os repasses. A suspensão das bolsas e dos novos editais causou apreensão e incerteza entre estudantes e orientadores de pesquisa.
Em comunicado institucional a FAPEMIG informou que as dificuldades financeiras afetaram sua capacidade de assumir seus compromissos.
No comunicado, a Fundação diz que as medidas do governo foram “fruto da necessidade de readequações financeiras do Estado” e “não há prazo para a normalização”. O estado de Minas Gerais é governado por Romeu Zema, do Partido Novo. Antes o governador era Fernando Pimentel, do PT.
As bolsas de pós-graduação em execução continuarão sendo pagas, porém apenas quem já tem bolsa poderá pedir renovação. De acordo com o relatório de atividades de 2017 da instituição.
Os programas mais impactados com a crise, porém, foram os de Iniciação Científica e Iniciação Científica Júnior que terão todas as bolsas cortadas.