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O governo Biden e o avanço imperialista contra os povos oprimidos

Abaixo à "operativa"

A direção do PT deveria ter um papel mais importante nos atos

Diante de um movimento de massas que está na rua, vemos uma condução irresponsável deste, por organizações que acabam fazendo o jogo da burguesia

Militantes do PT – Reprodução/Jornal da Cidade Online

Muitas vezes em que a esquerda está nas ruas, uma coisa é certa sobre a organização do movimento: ninguém que vai aos atos faz a menor ideia de com quem, quando ou como se dá a tomada de decisões referente à organização dos atos. Decisões como quem vai subir para falar no carro de som, para onde vai marchar o ato e quais são, especificamente, as reivindicações daquela massa que está na rua são sempre um mistério até a hora da manifestação, quando magicamente surgem regulamentos e decisões, aparentemente votadas e meticulosamente decididas em reuniões, que ninguém nunca participou, que bloqueiam a ampla participação das pessoas e organizações.

No atual momento, no qual a política do “fica em casa” foi derrotada e as pessoas voltaram às ruas, esse problema se apresenta novamente. A organização dos atos, que são atos de massa de um movimento histórico contra o governo Bolsonaro, é uma farsa, onde apenas um grupo seleto de indivíduos secundários de organizações minoritárias do movimento coordena a tomada de decisões sem o menor grau de consulta ao povo que compõe a massa que está nas ruas. Isso ocorre através pessoas claramente inexperientes e que frequentemente não têm as suas identidades reveladas publicamente, algo que impossibilita a cobrança das direções do movimento por conta de decisões erradas e políticas impopulares por parte de quem está nas ruas.

Temos que exigir que a organização do movimento seja transparente e democrática, possibilitando a cobrança das direções e a ampla participação das organizações nas decisões organizativas e políticas através de plenárias abertas de verdade e de um debate amplo e que reflita a real vontade das pessoas e organizações que estão na rua. O PT tem que ter uma maior participação na organização dos atos, pois este ainda possui base militante, coisa que partidos como PSOL e PCdoB renunciaram quase que completamente, sendo assim, o PT tem representatividade como maior partido do movimento e tem um grupo ao qual ele tem de responder e tem como ser pressionado. A militância tem uma tolerância muito limitada a acordos espúrios e à participação de delinquentes políticos da direita como Alexandre Frota e MBL, esta não poderá ser contida de modo a garantir a segurança de seus inimigos políticos da direita nas manifestações.

A frequente colocação direitista de que o PT não tem que ter hegemonia nos atos tem de ser combatida, o PT na posição de maior partido tem o direito e a obrigação de se colocar à frente desse movimento, de vermelho e com uma política que ouça suas bases, colocando claramente a candidatura de Lula em oposição à terceira via, que nada mais é do que uma candidatura de direita para ser uma alternativa supostamente democrática a Bolsonaro, mas que é também hostil ao PT e à esquerda.

A CUT, como maior organização popular da América Latina, com mais de 4 mil sindicatos, também precisa tomar a dianteira na organização do movimento pelo Fora Bolsonaro. E com seus principais dirigentes, não com assessores como faz atualmente. O mesmo vale para o MST. A política que está sendo seguida atualmente pelas principais organizações de massas como PT, CUT e MST, de deixar o espaço aberto para grupos sem relevância, é uma capitulação diante do oportunismo da esquerda frente-amplista e antipetista, que atua, como estamos vendo, de acordo com a política da direita e da burguesia para sabotar os atos.

As organizações têm de colocar dirigentes políticos reais, pessoas conhecidas que teriam muito a perder com a condução indevida e oportunista do movimento, com experiência para conduzir a direção das manifestações de maneira responsável. Temos que deixar bem claro que a indicação de desconhecidos é uma manobra para inibir a crítica às decisões direitistas e incongruentes que vêm sendo tomadas, de forma a livrar a cara dos partidos e das direções que estão procurando colocar as manifestações a reboque da burguesia golpista.

Por fim, é importante salientar que a coisa, da maneira que está sendo conduzida tende a levar o movimento ao refluxo, as decisões sem pé nem cabeça dos desconhecidos inexperientes da tal “operativa” desacreditam o movimento diante das massas e tendem a gerar uma desagregação, que em última instância vai levar à derrota desse movimento histórico que está nas ruas hoje e a um fortalecimento da extrema direita e do governo Bolsonaro.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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