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Bloco Vermelho conquistou as ruas do Rio de Janeiro

Areia nos olhos da esquerda

A diferença entre o impeachment e o Fora Bolsonaro

Os pais de Bolsonaro tentam sequestrar as mobilizações e suas reivindicações, das quais sempre foram contra, para manobrar de acordo com seus interesses políticos

Faixa Fora Bolsonaro. Reivindicação mais popular de todas as manifestações – Foto: Reprodução

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Com o crescimento das mobilizações populares contra o governo fraudulento de Bolsonaro, a direita golpista e a imprensa venal tenta manobrar para se infiltrar nas manifestações e cercear e manipular as reivindicações do movimento da esquerda. Uma vez que atos aumentam, como foi no último dia 19 de junho, setores direitistas com a preocupação de tentar controlar a insatisfação da população, de forma demagógica e cínica, se colocam contra o governo Bolsonaro. O mesmo Bolsonaro que essa burguesia trabalhou tanto para criar.

Não conseguindo esconder os atos vermelhos que aconteceram em mais de 450 cidades em todo país, a imprensa e os setores mais reacionários da burguesia se esforçam para pautar as palavras de ordem das manifestações. Isso foi visto em praticamente toda a imprensa capitalista nacional e internacional. Segundo os editoriais e manchetes a respeito do tema, as mobilizações teriam sido pelo impeachment de Bolsonaro, o que não é verdade. A palavra de ordem central em todos os atos eram pelo fora Bolsonaro.

Para os incautos, o impeachment e o fora Bolsonaro seriam a mesma coisa, mas não é. Impeachment seria uma solução organizada por dentro das instituições burguesas, o mesmo que derrubar o Bolsonaro no Congresso. O que daria a essa corja golpista um ar de “democráticos”, “civilizados”, “antifascistas”, o que estão longe de ser. A solução contra o governo Bolsonaro colocada nas mãos desses setores tende a frear as mobilizações e paralisar o movimento. E até mesmo abre espaço para que a direita busque uma saída nesse momento crítico de polarização política que vive o país de maneira inclusive mais reacionária contra a população.

Já o fora Bolsonaro, partindo das organizações populares, tem um caráter totalmente diferente. Coloca em xeque não apenas o governo criminoso de Bolsonaro e os militares, como tende a se aprofundar e chegar diretamente em todo regime golpista apontando claramente para os responsáveis pela desgraça que vive o Brasil após a derrubada de Dilma Rousseff em 2016. A diferença é muito clara, derrubar o governo através das massas populares nas ruas traz a luta para o campo da esquerda. O impeachment leva a luta contra o regime para o campo do adversário, sendo assim fica muito mais fácil para a burguesia manobrar contra o povo.

Uma vez que a direita leve a derrubada do governo para o Congresso – o que é bem improvável que aconteça – será apenas quando a burguesia tiver certeza de que pode emplacar no lugar um outro governo de direita. A rede Globo e os partidos mais ligados ao imperialismo, se apressam para colocar o impeachment dentro das manifestações. É o caso de Roberto Freire, uma das pessoas mais direitistas, de um partido-satélite do PSDB (Cidadania), que foi ministro de Temer, vestido de verde e amarelo, que veio público através de suas redes sociais pedir o impeachment de Bolsonaro. Postagem essa que foi replicada por ninguém menos que a Folha de S. Paulo, apoiadora do golpe, da maior fraude política que foi a prisão de Lula e voltando um pouco mais no passado, apoiou também a ditadura militar de 64.

É óbvio que os partidos e políticos burgueses ditos de “centro” gostariam de uma alternativa ao governo Bolsonaro. No entanto, eles são totalmente impopulares, nenhuma manifestação chamada por esses setores se concretiza. O que vemos atualmente é a esquerda se mobilizando em grandes atos, e a extrema direita de uma forma menor também se organizando. Diante disso a direita se assanha, inglória, em busca de um movimento para chamar de seu. Foi visível em vários atos pelo país, partidos frente-amplistas disfarçados de esquerdistas se apresentarem, como por exemplo PSB, PDT e Rede.

Como não poderia deixar de ser e abrindo espaço para a direitização das manifestações, aparecem com as bandeiras do Brasil, e com o jargão bolsonarista de “meu partido é o Brasil” e que devemos resgatar as cores da “nossa bandeira”. Ainda não conseguiram, mas com essas ações tentam diluir o vermelho e o caráter de esquerda, de partidos verdadeiramente de esquerda que convocaram e organizaram os atos contra o governo Bolsonaro. Esses pseudo-esquerdistas verdes e amarelos, a princípio, foram contra o fora Bolsonaro, eram contra as manifestações durante a pandemia, e agora que o movimento está estruturado, organizado e tem crescido no sentido da tendência das massas à derrubada concreta do governo fraudulento, eles gostariam que esquerda entregasse de bandeja as mobilizações para eles para fazerem dos atos o que bem entenderem.

Como aconteceu na campanha das Diretas, que a esquerda e os movimentos se estruturaram com o povo nas ruas para derrubar o governo, a direita veio (PMDB) levou a pauta para o congresso e ali ficou o população observando a burguesia fazer eleições no colégio eleitoral. Uma figura claramente direitista do PT que também fala em impeachment é Fernando Haddad. Intencionalmente ou não, essa manobra da qual Haddad profetiza e faz parte, afeta diretamente a candidatura do ex-presidente Lula. Veja que o “abaixe a bandeira”, a não politização dos atos, e manifestação sem partido como querem esses setores, fortalece o discurso antipestista, e principalmente anti Lula, abrindo assim o caminho para o bolsonarismo.

A direita e imprensa tem dito também que as mobilizações estão muito da esquerda e muito vermelhas. Claro que será assim, as mobilizações foram chamadas pela esquerda, pelos setores mais engajados na luta contra a direita e a burguesia. As manifestações não têm que ter bandeiras verdes e amarelas. E temos que deixar claro que a direita não é bem vinda nos atos de forma alguma. Pois além de não agregarem absolutamente nada, ainda querem acabar com a luta da classe mais explorada e esmagada contra burguesia parasitária.

É preciso denunciar amplamente essa malandragem da imprensa e a direita golpista, antes que eles se infiltrem de vez nos atos, na tentativa demagógica de limpar suas mãos ensanguentadas de verdadeiros pais de Bolsonaro. Nada de solução para crise que atravessa o país, via instituição burguesa. A luta é da esquerda pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas nas ruas. Fora golpistas das mobilizações! Eleições gerais com Lula candidato, Lula presidente! A vitória popular se dará com organização democrática e frente única da esquerda combativa contra a burguesia.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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