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Falsificação dos fatos

A destruição de empregos e o mito do “empreendedorismo”

Extintas tantas vagas de trabalho, para esconder o fato, os golpistas anunciam grande número de novas empresas. Falsificam a realidade tentando fugir das consequências inevitáveis

Tempo de Leitura: 2 Minutos

Fila de emprego – Foto: prefeitura de Itapevi

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De acordo com o mapa de empresas divulgado pelo Ministério da Economia, nos últimos quatro meses foram abertas 782,6 mil novas empresas. Esse número de aberturas é o maior para o segundo quadrimestre do ano, desde 2010. Também o número de encerramentos é o menor em quatro anos. A tendência é que o movimento continue em alta.

A pandemia foi a causa principal, uma vez que os trabalhadores precisavam lidar com o desemprego e a alternativa encontrada foi a abertura de microempresas, ou empresa individual, disparando o número de abertura delas. É o que nos diz a matéria do jornal GGN.

O número de desempregados é muito alto, talvez o maior da história do país. Causado pela destruição da economia pelo golpe de estado, com a clara intenção de desindustrialização, e assim fortalecer o setor imperialista que precisa expandir seus negócios.

Nesse aspecto, a pandemia veio apenas piorar as condições, não é a causa principal. As medidas de confinamento foram muito menores do que deveria ter sido feito, mas ajudaram a piorar as coisas para os trabalhadores.

Com o fechamento de inúmeras empresas privadas, as estatais estão sendo sucateadas para forçar a privatização, com planos de demissão incentivada, onde muitos empregos foram extintos, outros foram convertidos em “pj”, com clara característica de precarização do emprego.

Mesmo com o plano de desoneração da folha de pagamento das empresas financiado pelo governo federal, as empresas continuam demitindo. Tudo isso elevou o desemprego a níveis gigantescos, sendo que hoje metade da população está desempregada e sem perspectiva de voltar a trabalhar.

Diante do desemprego e da pandemia, os trabalhadores precisam conseguir alguma fonte de renda, e a saída encontrada foi a abertura de microempresas, trabalhando no mesmo emprego e trocando o contrato de trabalho pelo regime da CLT, pelo regime de pessoa jurídica, perdendo a assistência médica, previdenciária, férias remuneradas, 13º salário, fgts, horas extra. Essa foi a condição que alguns tiveram para continuar empregados.

Outros tantos abrem a microempresa para poder comprar produtos e vender nos farois, de porta em porta ou outro meio, sem que a fiscalização chegue e apreenda suas mercadorias, piorando ainda mais suas vidas.

É evidente a precarização da vida dos trabalhadores diante das crises econômica e pandemia, precisam arcar com mais custos pela abertura e manutenção dessas microempresas, tentando sobreviver como podem.

E para esconder a verdade dos fatos, a burguesia anuncia na imprensa que estão surgindo centenas de novas empresas, como se isso fosse salvar o capitalismo de sua maior crise e agonia. Todo um engodo, o desemprego e a miséria se espalharam para a classe trabalhadora, sem dó nem piedade.

Abrir empresa é uma alternativa para tentar sobreviver a essa catástrofe econômica. Só que essa opção só é possível para poucos, a grande maioria não pode abrir empresa, por falta de dinheiro, e vai ter que achar outra solução.

A falácia do empreendedorismo e microempresa é só para enganar a opinião pública, escondendo que existe uma crise histórica nunca vista, com a iminência do final do capitalismo, e tentam esconder o crime, o genocídio, contra a população trabalhadora. Estão na verdade colocando um vaso de flores em cima do túmulo da classe operária.

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