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No dia 5 de julho, Shayne Holland, um negro americano de Keystone, Indianápolis (EUA), postou em seu twitter um video e o relato de uma abordagem racista, de uma policial branca, de folga, que junto com a síndica do condomínio em que mora, o expulsaram da piscina.

Sem justificativas e tendo feito o mesmo tipo de abordagem apenas com negros, questionando se eles moravam no condomínio, a policial não fez nada diferente do que grande parte dos brancos norte-americanos fazem, tratam os negros como cidadãos de segunda classe ou, como é praxe no Brasil, como potenciais criminosos.

Os EUA é tido como modelo de democracia e invejado por muitos, mas a realidade mostra que a ‘democracia’ é um simulacro e as minorias são tratadas como subcidadãos.

As leis antidrogas foram o ultimo grande movimento dos americanos para, dentro da legalidade, poderem discriminar os mais pobres. A lei é tão rigorosa que por crimes pequenos e de baixa periculosidade, os procuradores podem indicar condenações de décadas e os juízes, em muitos casos, não podem mudar as penas propostas.

Um pais que tem mais 2,3 milhões de presos, mais de 4 milhões de sem tetos, mais de 40 milhões de pobres e miseráveis, empregos de fome, discriminação racial, segregação dentro das cidades, tudo isso com impacto na mobilidade social e, mesmo, na determinação de quem pode votar.

Essa é a ‘democracia’ americana, esse é o país amado pela nossa classe média. A democracia para um reduzido número de brancos e ricos.

 

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