Crise econômica
Relatório da ONU prevê maior recessão da História para America Latina e Caribe
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Coronavírus na América Latina. |

Foi divulgado nesta terça feira, 21 de abril, um relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), analisando os efeitos econômicos na região, provocados pela pandemia de coronavírus.

O relatório prevê uma contração econômica recorde em 2020, superando inclusive a recessão causada pela primeira guerra mundial e a grande depressão advinda da quebra da bolsa de Nova York em 1929. Segundo a CEPAL, os países que terão as maiores quedas serão a Venezuela, queda prevista de 18%, seguida de Argentina, México e Equador com 6,5% de retração e Brasil com 5,2% de decréscimo econômico. O efeito imediato será de 11,6 milhões de novos desempregados, elevando o número total de desempregados a assustadores 37,7 milhões de pessoas, o que causará um grande impacto nos indicadores sociais, fazendo explodir a pobreza (34,7%) e a extrema pobreza (13,5%) na região, ou seja, quase metade da população abaixo da linha da pobreza.

Nos últimos anos, temos assistido a um acirramentos da luta de classes, como consequência da piora dos indicadores sociais e da influência geopolítica dos países imperialistas na região, que levaram a uma série de golpes de Estado, como os que ocorreram no Brasil, na Bolívia, a ameaça constante à Cuba, à Venezuela e ao crescimento da extrema direita na região. A se confirmar as previsões da CEPAL e em não havendo uma mudança de rumos nas políticas neoliberais que agravam o empobrecimento da população, é de se esperar uma situação de convulsionamento social que pode explodir em manifestações maiores e mais violentas das que ocorreram no Equador e Chile em 2019, de consequências imprevisíveis.

Devemos lembrar que quando o capitalismo estadunidense enfrentou sua maior crise, consequência do crash da bolsa de Nova York em 1929, adotaram uma série de medidas conhecidas como New Deal, que dentre outras medidas, aumentou o controle estatal sobre a economia e fez crescer de forma significativa as obras e os investimentos públicos, gerando milhões de empregos. Exatamente o oposto do que é apregoado nas cartilhas neoliberais que, não por acaso, os Chicago Boys treinados por lá, insistem em aplicar por aqui.

De certo, sabemos que a crise econômica já é inevitável e que os mais pobres serão os mais afetados. As consequências políticas são incertas, uma vez que a evolução imprevisível da pandemia e os efeitos da geopolítica internacional, como a guerra econômica entre as grandes potências e uma espécie de guerra fria entre Estados Unidos e Venezuela, exercem grande influência não só na região, como em todo o mundo. O coronavírus já é uma tragédia humanitária, mas pode ser apenas os trovões de uma tempestade que se anuncia.

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